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Se Lula voltar, “José Dirceu vai para a Casa Civil”, diz Bolsonaro



O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta 2ª feira (31.jan.2022) que, caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja eleito, os ministérios seriam divididos entre os partidos políticos. Segundo Bolsonaro, em seu governo não houve distribuição de cargos entre as legendas.




“Alguém acha que se o cara [Lula] voltar, Zé Dirceu não vai para a Casa Civil, Dilma para o Ministério da Defesa?”, questionou Bolsonaro durante evento de pré-partida da Unidade de Processamento de Gás Natural do Gaslub Itaboarí. “É a Defesa mesmo, que ela é mandona”, completou.



José Dirceu (PT) chefiou a Casa Civil durante o 1º governo Lula, de 2003 a 2005. Depois, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) ocupou o mesmo ministério, antes de se tornar chefe do Executivo, de 2005 a 2010.




Bolsonaro disse ainda que viu no plenário da Câmara, na época em que era deputado, um “mapa da fidelidade”. Segundo ele, era um acompanhamento em que os partidos indicavam quantos de seus filiados tinham votado a favor de pautas do interesse do governo.



Bolsonaro prometeu, durante a campanha de 2018, reduzir o número de ministérios e “recusar acordões que negociam cargos em troca de apoio”. Mas o presidente passou a recriar ministérios em 2020. Também nomeou ministros políticos, como Ciro Nogueira (PP), em uma reforma ministerial que aproximou o governo do Centrão —grupo de legendas sem coloração partidária definida.



O presidente afirmou também que, em 2014, a JBS conseguiu um empréstimo de R$ 9 bilhões com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e como parte do acordo entregaria 4,5% do valor para partidos políticos.



“Na minha conta apareceu R$ 200 mil. Eu devolvi o dinheiro, que era do Fundo Partidário. Apesar de que não tinha nada de ilegal naquilo, naquele momento”, disse. “Assim funcionava o Brasil e assim alguns querem que volte a funcionar. Todos perderão, mais do que o dinheiro, mais do que a propriedade privada, com toda a certeza.”


ARMAS NO CAMPO

O presidente ainda citou o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), movimento social que ele chamou de “terrorista”. Segundo ele, a população rural está ao seu lado porque ele acabou com a “festinha” do movimento dos trabalhadores sem terra.



“Hoje o homem do campo, CAC [Colecionador, Atirador e Caçador], pode comprar um fuzil. Lógico que diminui invasão no campo.”



Como mostrou o Poder360, durante os 3 anos do governo Jair Bolsonaro (PL) o número de registros de armas de fogo cresceram 300%. Mais de 30 decretos e atos normativos a favor das armas foram publicados desde que o presidente assumiu.



As medidas flexibilizam a posse, ampliam limites de compras, diminuem os impostos e possibilitam a produção de munição caseira. O presidente é a favor de munições e defende armar a população.



O porte de arma também cresceu durante o governo Bolsonaro: 57%. Foi de 8.680 antes da posse para 13.667 em 2021. O número é da Polícia Federal.



Poder 360

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