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24 outubro 2021

Por Emílio Kerber Filho; Que país é esse? “Terça Livre” chega ao fim (veja o vídeo)



Nesta sexta-feira (22), Ítalo Lorenzon, um dos sócios co-fundadores do Terça Livre, anunciou o fim das atividades da empresa de comunicação.

Fazer jornalismo no Brasil tem se tornado uma atividade de risco, não apenas pela censura da informação, mas também pela vulnerabilidade financeira das incertezas de se manter empresas nesse ramo.

O Terça Livre iria completar 7 anos de atividades em novembro. No entanto, anunciou sua “falência” nesta sexta-feira.

Na verdade, nas palavras de Ítalo Lorenzon:

“Nós não falimos, fomos falidos”.

Se já é difícil se fazer jornalismo em condições normais no Brasil, ter todas as contas bancárias e a monetização bloqueadas pela justiça, torna a decretação de falência a única alternativa.

A empresa deixa quase 20 famílias com desempregados.

Antes do fim, a empresa abriu um canal alternativo, o “Artigo 220”, que na sexta-feira teve sua conta nas mídias sociais também suspensa.

Sem alternativa e com despesas “impagáveis” pelos bloqueios judiciais, só restou a opção de encerrar as atividades em definitivo.

Para democracia e a liberdade de expressão do Brasil, é um lamentável capítulo.

Allan dos Santos, outro sócio, também teve mandado de prisão e pedido de extradição, decretados.

Resta saber como os EUA reagirão a uma extradição sem crime vinculado ao Código Penal brasileiro.

Tempos estranhos…

Tempos difíceis…

Fazer jornalismo no Brasil só vale a pena se você falar o que querem ouvir.

  • Por Emílio Kerber Filho

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