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08 junho 2021

Governo vai usar R$ 11 bilhões fora do teto de gastos para pagar a extensão do auxílio emergencial



O governo federal vai lançar R$ 11 bilhões em crédito extraordinário para custear a expansão do auxílio emergencial até setembro, afirmou o ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta terça-feira, 8. O valor fora do teto de gastos será somado aos R$ 7 bilhões que sobraram do planejamento orçamentário previsto para o pagamento do benefício entre abril e julho. Segundo o chefe da equipe econômica, a prorrogação leva em conta as previsões de imunização da população adulta brasileira dadas por governadores. “Há uma noção clara de que a pandemia deva estar controlada entre 60 e 90 dias”, disse o ministro. O valor do crédito extraordinário considera o gasto de aproximadamente R$ 9 bilhões por mês. Atualmente, o auxílio emergencial tem parcela média de R$ 250 e é distribuído para cerca de 40 milhões de famílias. De acordo com o ministro, não está descartada uma terceira renovação em 2021. “Se não estiver [sob controle], nós estendemos de novo. Quem dirige a extensão do auxílio emergencial é a pandemia. Não é um fator político, é técnico”, afirmou.

Em um evento com investidores internacionais promovido pelo Bradesco BBI, o ministro voltou a falar que o fim do auxílio coincidirá com o lançamento de um programa social para substituir o atual Bolsa Família, com mais pessoas cadastradas e maior distribuição de valores. Sem apresentar muitos detalhes, Guedes afirmou que o programa será “conservador” e respeitará o comprometimento do governo federal com os gastos públicos. “Vai ter mais gente dentro e mais dinheiro, mas tudo dentro do Orçamento, respeitando o teto de gastos”. O Bolsa Família atende cerca de 14,7 milhões de famílias com mensalidade de aproximadamente R$ 190. “Nós entendemos que é um programa evolucionário e vamos seguir nessa linha. Vamos aumentar o número de pessoas que podem se qualificar, como fizemos na pandemia”, disse o chefe da equipe econômica.

Guedes também afirmou que prevê a aprovação da agenda de reformas pelo Congresso “entre três e quatro meses”, e que o texto com as mudanças tributárias deverá ser simplificado para incluir apenas o que é consenso entre as lideranças políticas. “A regra é remover o que for controverso, vamos aprovar o que é razoável e aceito por todos”, disse. O ministro também buscou tranquilizar os investidores sobre o risco do aumento de gastos públicos com a proximidade das eleições. “Não percam uma noite preocupados que vamos enlouquecer com o lado fiscal porque tem uma eleição ano que vem”, disse. O chefe da equipe econômica voltou a defender a “distribuição de riqueza” através da venda de empresas públicas. O plano, batizado de Fundo Brasil, prevê que parte do valor arrecadado com a desestatização seja transferido para as pessoas mais vulneráveis. “Este fundo já existe, está lá e é constitucional”, afirmou Guedes, sem revelar quando a ideia será apresentada oficialmente.


Assessoria

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