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Ministério Público Eleitoral pede a cassação da prefeita e vice de Boa Ventura por compra de voto e favorecimento ilícito

O Ministério Público Eleitoral da 42ª Zona, a cargo da promotora Ana Cavalcante, deu parecer pela cassação da prefeita de Boa Ventura, Talita Lopes (Republicanos) e do seu vice, André Lacerda, em Ação de Investigação Judicial Eleitora (AIJE) que apura a prática de abuso do poder político nas eleições municipais de novembro do ano passado para o favorecimento da candidata situacionista, que era apoiada pela sua tia e então prefeita Leonice Lopes.

Conforme o relatório da promotora eleitoral, baseado em gravações e provas testemunhais e documentais acostadas ao processo investigatório e publicado nesta quinta-feira, 11, há evidências claras e suficientes de que a então prefeita Leonice Lopes usou o erário público em favor da campanha eleitoral de sua sobrinha, a exemplo da perfuração de um poço em propriedade privada, além da distribuição de dinheiro e a promessa de cesta de alimentos para captação ilícita de voto.

Além da cassação dos diplomas da prefeita e do seu vice, a promotora pediu também à Justiça Eleitoral a perda dos direitos políticos da ex-prefeita Leonice e ainda multa pecuniária em desfavor do três, que pode chegar até 106 mil reais. Já com relação ao esposo da ex-prefeita, Manoel Vital Neto, também investigado, a Promotoria Eleitoral pediu sua absolvição por não ter encontrado nenhum indício de crime eleitoral atribuído a ele.

Depois do parecer do Ministério Público Eleitoral, a ação investigatória, que foi requerida pela coligação Boa Ventura para Todos, encabeçada pelo candidato a prefeito Miguelzinho Estanislau, segue agora para a decisão do juiz eleitora Antônio Eugênio.


 

Folha do Vale

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