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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Exploração sexual contra criança e adolescente: Paraíba tem 259 denúncias

A cada 34 horas, uma denúncia de abuso ou exploração sexual praticada contra criança e adolescente é registrada pelo ‘Disque 123’, na Paraíba. Entre janeiro e dezembro de 2017, o serviço recebeu 259 casos desse tipo, sendo 180 delas de abuso sexual e 79, de exploração sexual.

Os dados revelam que o abuso e a violência sexual estão entre os principais tipos de violência praticados contra o público infanto-juvenil, na Paraíba, atrás apenas da negligência (principal problema), violência física e violência psicológica.


Para o promotor de Justiça que coordena o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Criança e do Adolescente, Alley Escorel, esse é um problema muito grave, que requer a participação de todos para o seu enfrentamento. “No Brasil, acontece diariamente casos de abuso e explorações sexuais de crianças e adolescentes e esses abusos e explorações são praticados, geralmente, por pessoas muito próximas das vítimas ou de suas famílias. Aqui, na Paraíba, não é diferente. É preciso que denunciemos e não sejamos cúmplices silenciosos desse tipo de violência”, disse.

O promotor de Justiça enfatizou que apenas a simples suspeita pode ser denunciada à rede de proteção dos direitos das crianças e dos adolescentes, que é integrada por diversos órgãos, como Conselhos Tutelares, Delegacia da Criança e Ministério Público, por exemplo. Caberá aos órgãos competentes investigar e averiguar a veracidade dos casos.

As denúncias podem ser anônimas e feitas através de dois serviços gratuitos e que funcionam 24 horas por dia: o “Disque 100” (da Secretaria Nacional de Direitos Humanos do Governo Federal) e o “Disque 123” (que pertence ao Governo do Estado da Paraíba).

No Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual (18 de maio), o coordenador do Centro de Apoio às Promotorias de Defesa da Criança e do Adolescente do Ministério Público da Paraíba reforça o apelo: “Faça a sua parte! Não se omita! Seja a voz da criança ou do adolescente que é vítima dessa violência!”


G1

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