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Sem Telegram, sistema de monitoramento de chuvas é prejudicado e coloca vida da população em risco



Em entrevista à Jovem Pan News, o secretário de Mudanças Climáticas da prefeitura de São Paulo Antonio Fernando Pinheiro, afirmou que o bloqueio à plataforma de mensagens Telegram vai impedir o funcionamento pleno do sistema de monitoramento de chuvas da Defesa Civil na cidade e também em vários municípios do país.


Pinheiro disse que ficou surpreso e que a decisão de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (nesta sexta-feira, 18), precisa ser revista ou objeto de recurso.

“A decisão é muito grave, porque a Defesa Civil, em todo Brasil, utiliza a rede Telegram. É um instrumento da Defesa Civil brasileira e foi instituído como tal desde 2021. Para se ter uma ideia, só na capital de Belo Horizonte, são quase 4 mil membros inseridos na mesma rede por meio do Telegram”
“São Paulo mantem pelo menos duas redes de operadores vinculados ao Telegram na Defesa Civil, para chuvas e também para deslizamento. Há hoje uma enorme preocupação de como fazer um sistema de alerta para chuvas e deslizamentos que é todo ele baseado no Telegram e que é controlado por um sistema coligado com o nosso centro de gerenciamento de emergências e nosso centro de controle operacional”.

 

O secretário esclareceu ainda que o bloqueio traz graves riscos para a população, de imediato, considerando as previsões de chuvas já para este final de semana:


“Posso afirmar que neste fim de semana estão previstas chuvas, estão previstos momentos que podem levar a alagamentos e a outros riscos e estamos agora desprovidos de nosso principal instrumento de mobilização”.

 

Fernando Pinheiro explicou que as autoridades buscam soluções em outras plataformas, com grupos de trabalho, por exemplo, no WhatsApp, mas que a mobilização é muito menor, dada a limitação de apenas 256 inscritos por grupo no aplicativo, o que não ocorre no Telegram.


Vale ressaltar que nos últimos meses foram muitos os casos de chuvas com enchentes, alagamentos, deslizamentos e centenas de mortes em todo o Brasil, e a região Leste, onde estão os estados mais populosos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, vivem, nesta \época do ano, o período de maiores precipitações.


A decisão monocrática do ministro do STF, com base na falta de comunicação entre a direção do aplicativo russo com a justiça brasileira, apesar de parecer apenas uma cortina de fumaça para o real motivo, que é a censura a lideranças políticas conservadoras, como o presidente Jair Bolsonaro, já foi esclarecida pelo CEO da plataforma, Pavel Durov (veja abaixo)


Assim sendo, quem será responsabilizado em caso de novas mortes e tragédias, se a Defesa Civil não conseguir cumprir o seu papel de prevenção e socorro, pela falta de uma plataforma de comunicação que funcione de forma efetiva?


Com a resposta, o Sr. Alexandre de Moraes!

Confira a entrevista:

  • Jornal da cidade online

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