Plantão

Morte de Chico Anysio completa dez anos com família rachada e briga por herança do comediante



A morte de Chico Anysio completa dez anos nesta quarta-feira (23). O patrimônio do humorista, que morreu em 23 de março de 2012, no Rio de Janeiro, por falência múltipla de órgãos, continua sendo motivo de disputa entre a viúva, a escritora Malga Di Paula, e os filhos do artista. 



Recentemente, em entrevista ao podcast ZonaV, a escritora afirmou que ainda não havia recebido "nenhum centavo" do dinheiro deixado pelo marido. A declaração, no entanto, revoltou um dos filhos, Nizo Neto, que usou as redes sociais para rebater a ex-madrasta.



"Já faz algum tempo que a senhora Malgarethe de Paula vem dando entrevistas bizarras, sempre se colocando como vítima em relação a uma herança (que por sinal não existe), e nós nunca nos manifestamos. Esse é um inventário que está rolando há dez anos, e esta demora se deve muito à incompetência e omissão dela enquanto inventariante", disse o também humorista. 



"Mas agora essa declaração que ela deu, usando o nome do meu falecido irmão Cícero com tom de ironia, foi realmente um golpe baixo muito escroto. Mais uma vez, usa a imprensa para falar de um assunto particular. Só que dessa vez foi longe demais usando o nome do Cícero, que não está aqui para se defender. Uma grande falta de respeito", completou.



Testamento anulado

Em 2020, o testamento do comediante Chico Anysio foi anulado após decisão de juiz da 2ª Vara da Família da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. À época, segundo nota enviada pelos advogados de Malga Di Paula, viúva do comediante, a decisão se fundamentou no fato de que o "testador dispôs da totalidade de seus bens", o que contrariaria determinação do Código Civil.



Não foi  a primeira derrora da escritora na disputa pela herança. Em 2018, após pedido dos filhos do humorista, a Justiça retirou de Malga o controle dos bens de Chico. A justificativa da sentença foi "má administração", já que ela não teria pago uma dívida de IPTU avaliada em quase R$ 400 mil e, ainda, não repassado valores referentes a direitos autorais e aluguéis aos outros herdeiros. Quem passou a cuidar de tudo foi Bruno Mazzeo, um dos oito filhos.


R7

Nenhum comentário: