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Desenformar é a norma da grande mídia brasileira; Por Carlos Júnior



Digam o que quiserem da esquerda brasileira. Apontem seus defeitos mais visíveis, as deformações morais, a mentalidade revolucionária – uma verdadeira ameaça à humanidade – e tutti quanti. Na maioria dos casos, estarão cobertos de razão.



Mas se a procura for por uma classe servilmente ligada à esquerda e que concentra todas as características ruins da mesma, o jornalismo brasileiro está aí para não me deixar mentir. Não por acaso a imprensa é mera expressão do esquerdismo hegemônico na área. Nunca vi um coletivo de pessoas tão soberbas e incultas quanto vejo na grande mídia. Cada dia é um exemplo dessa realidade deprimente.



A sra. Amanda Klein é um exemplo perfeito da incultura presunçosa da grande mídia. Ao falar sobre globalismo com o escritor Flávio Gordon, ela logo tachou o fenômeno como ‘’teoria da conspiração’’, algo esotérico inventado pela extrema direita. É a velha norma que impera solenemente nas redações jornalísticas: se eu não conheço tal coisa, ela deixa automaticamente de existir. É a ignorância como fonte de autoridade intelectual.



Como disse corretamente Flávio Gordon, o globalismo não é uma teoria da conspiração, existindo uma farta literatura bibliográfica para quem estiver disposto a conhecer o tema. Dois livros bastam para elucidar qualquer dúvida a respeito da existência do globalismo: ‘’A Conspiração Aberta’’, de H. G. Wells, e ‘’Falsa Aurora’’, de Lee Penn. O último foca na arquitetação de uma religião que serviria de base para a civilização pensada pelos globalistas, com depoimentos dos mesmos homens ricos falados em tom de deboche por Amanda Klein.



Qualquer americano ou europeu com QI médio e dois neurônios em perfeito funcionamento não nega a existência do globalismo e da implementação de um governo mundial. Se apoia ou não, a história é outra. Mas a sra. Amanda, como boa jornalista brasileira, prefere o nariz empinado ante o trabalho intelectual sério. O fato dela não conhecer o tema basta para atestar a sua inexistência. É uma tragicomédia sem precedentes.



Por falar em tragicomédia, o sr. Felipe Moura Brasil vive presenteando uma diferente a todos nós. Em artigo no UOL, ele choramingou pela ‘’PEC da Vingança’’, uma tentativa de dar freios ao poder praticamente ilimitado do Ministério Público. E o melhor da coisa: usou uma fala de Celso de Mello, ex-ministro do STF, para tentar desqualificar os críticos do MP.



É o mesmo sujeito que vive tentando separar o conservadorismo do bolsonarismo. Ele poderia ter lido "O Jardim das Aflições’’, de Olavo de Carvalho, e perceber que o Estado pode exercer um poder muito maior na vida do cidadão para além das regulações do mercado. Temas como aborto, casamento gay, liberação das drogas e liberdade de expressão podem ser utilizados para criar uma nova gama de direitos, aumentando o tamanho da máquina pública na intenção de garantir tais direitos, além de limitar as vozes divergentes ao consenso progressista.



As supremas perseguições aos direitistas falam por si.

Mas, é claro, o sr. Felipe não leu o livro, pois ele próprio tem orgulho de falar que nunca foi aluno do professor Olavo – mesmo depois de organizar um compilado de artigos e daí ter surgido o famoso best-seller. E ainda tem a audácia de apontar o dedo aos outros e desqualificar o conservadorismo alheio. A mediocridade não conhece limites.



Os jornalistas da grande mídia querem continuar falando sozinhos, como acontecia até o ressurgimento da direita brasileira. Primeiro, eles ignoraram totalmente seus ideais. Como renegar não bastou para colocá-la de volta ao esquecimento, passaram a difamar os seus porta-vozes mais destacados – mesmo aqueles inadequados. Diante de novo insucesso, a palavra de ordem é o cancelamento, com roupagem de censura estatal. Incapaz de vencer no debate e no campo das ideias, a esquerda quer vencer pela força. Quer utilizar o aparato estatal para o estabelecimento da polícia das opiniões, do ministério da verdade – como falava George Orwell em 1984.



A missão do jornalismo era retratar os fatos e a realidade com a maior precisão possível. Com as transformações da profissão, o estabelecimento da hegemonia esquerdista na área e a concentração impressionante dos meios de comunicação nas mãos de seis ou sete grupos, tudo mudou. A nova vocação do jornalismo é mudar a realidade ao invés de noticiá-la como ela é. Não impressiona que a cobertura do 'Russiagate' tenha sido um dos maiores vexames da imprensa mundial – e menos impressionante ainda é a ausência de um mea culpa da sua parte.



Por essas e outras que tipos como Amanda Klein e Felipe Moura Brasil continuam falando tais bobagens corriqueiras sem o menor peso na consciência. Eles são maioria esmagadora no jornalismo brasileiro, e com o supremo salvo-conduto, podem mentir, desinformar e distorcer como bem entenderem. Desinformar é a norma inviolável da grande mídia. Quem ousa falar a verdade tem de enfrentar a ira dos imbecis. No país dos insanos, quem mente é rei.



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