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Depois de 28 anos, biografia definitiva de Elvis Presley será lançada no Brasil



Em 1994 o jornalista e crítico musical Peter Guralnick publicou Last Train To Memphis, primeira parte de sua biografia sobre Elvis Presley. O livro é um trabalho monumental, uma verdadeira aula de jornalismo, de pesquisa e uma obra definitiva sobre a vida do cantor americano morto em 1977. Mesmo com todas essas qualidades, não houve lançamento no Brasil, mas isso será corrigido agora em 2022.



A editora Belas Letras vai publicar o livro, aproveitando o barulho gerado pela cinebriografia que chega aos cinemas no meio do ano (ainda não há data divulgada para o Brasil). Último Trem Para Memphis — A Ascensão de Elvis Presley, título adotado no Brasil, é primeiro volume e mostra a vida de Elvis de seu nascimento até o ano de 1958, quando foi convocado para servir o Exército americano.



Claro que qualquer fã de Presley tem o dever de ler o livro de Guralnick, mas a obra também é interessante para quem gosta de ler uma biografia com B maiúsculo e não uma enganaçãozinha qualquer, como várias que já saíram por aí. Aliás, tomara que o Ed Motta, que deu uma detonada em Elvis semana passada, dê uma lida. Vai acabar aprendendo uma ou duas coisinhas.



Para contar a história, o escritor conversou com absolutamente todo mundo que teve alguma ligação com o cantor e que, obviamente, estava vivo na época da pesquisa. Assim, o autor falou com Priscilla Presley (ex-mulher), namoradas, amigos de infância, funcionários, produtores, amigos da vida adulta, empresários, músicos, designers e quem mais você puder imaginar. 

Capa da edição americana

Capa da edição americana

DIVULGAÇÃO

O resultado de toda essa pesquisa é uma recriação impressionante da trajetória de Elvis. São tantos detalhes e informações inéditas até então que dá até para sentir a presença do cantor. É possível perceber o modo como ele pensava, entender suas atitudes, e reconhecê-lo como uma pessoa contraditória e humana. O leitor enxerga, de fato, a pessoa por trás do mito. E isso para o bem e para o mal, porque Guralnick não esconde nada. O lado negativo de Presley aparece bastante nas páginas, o sujeito temperamental, por vezes egoísta e fechado em si mesmo. Da mesma forma, vemos também as características boas, como sua generosidade, o amor por sua família, o homem caridoso que fazia doações e por aí afora.

Last Train To Memphis é um livraço para quem se interessa por Elvis, por música e cultura pop. Vale muito a pena. E ainda tem uma segunda parte chamada Careless Love: The Unmaking of Elvis Presley, que vai de 1959 até a morte do cantor, em 1977. O lançamento deste outro volume não é garantido pela editora, tudo vai depender das vendas da primeira parte.

Da Redação com R7

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