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URGENTE: Rússia veta resolução da ONU contrária à invasão da Ucrânia e o Brasil sobe o tom e vota contra Putin



A Rússia vetou a Resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) contrária à invasão da Ucrânia. Tropas russas avançaram pelo país vizinho, após a ordem dada pelo presidente Vladimir Putin, na noite de quarta-feira (24). Com o veto, a resolução foi rejeitada, em um resultado já esperado. Foram 11 votos favoráveis, incluindo o do Brasil.



China, Emirados Árabes Unidos e Índia se abstiveram e a Rússia, o pivô da crise, foi único voto contrário, o suficiente, entretanto, para barrar a resolução pelo fato do país do Leste Europeu ter uma cadeira permanente no conselho.



O Brasil, pela primeira vez, abandonou o tradicional discurso de neutralidade e, mesmo mantendo o foco no diálogo e na solução diplomática, optou por uma crítica direta à ação ordenada pelo presidente russo.



O embaixador do Brasil na ONU, Ronaldo Costa Filho, fez uma fala firme contra a invasão da Ucrânia, posicionando o país de maneira condenatória à agressão sofrida pelos ucranianos em seu próprio território.

“Uma linha foi ultrapassada e esse conselho não pode ficar silencioso. [Precisamos] buscar um espaço para o diálogo”, disse Costa Filho. O estratégico equilíbrio na Europa não dá à Rússia o direito de ameaçar a soberania da Ucrânia ou de qualquer outro país”, acrescentou. O representante do Brasil no conselho afirmou que as ações da Rússia abalam a fé nas leis internacionais.

 

Linda Thomas-Greenfield, representante dos Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU, defendeu a aprovação do documento, e condenou a invasão de um país pelo outro.


“Rússia, você pode vetar essa resolução, mas não pode calar as nossas vozes, não pode vetar o povo ucraniano e não pode vetar sua culpa nisso”.

A representante da Noruega, Mona Juul, opinou que a Rússia não deveria ter votado, e sim decidido pela abstenção, em razão do contexto do documento.

  • Jornal da cidade online

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