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Cerca de 357 mil pessoas vive com menos de R$155 por mês, na Paraíba



Mais de 1,6 milhão de pessoas na Paraíba vivia com menos de R$ 450 por mês em 2020 e estava abaixo da linha de pobreza estabelecida pelo Banco Mundial, de US$ 5,5, o que representa 41,3% da população de cerca de 4 milhões de habitantes do estado. O número de pessoas nessa situação equivale, aproximadamente, à soma da população da Região Metropolitana de João Pessoa (RMJP) (1,2 milhão) com a da cidade de Campina Grande (411 mil), os dois maiores centros urbanos da Paraíba.



As informações são da Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada nesta sexta-feira (3), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e se referem a dados do ano de 2020.



O percentual é superior aos verificados nas médias brasileira (24,1%) e da região (40,5%). Essa proporção foi idêntica à verificada em 2017 (41,3%) e semelhante à de 2014 (41%). Diante de 2019 (43,5%), também houve redução na proporção de pessoas com esse rendimento.



Extrema pobreza

Cerca de 357 mil pessoas viviam em situação de extrema pobreza, em 2020, na Paraíba, ou seja, com menos de R$ 155 por mês. A proporção do estado ficou acima da média do país (5,7%), mas abaixo da do Nordeste (10,4%). O número aponta que 8,9% da população paraibana tinham rendimento domiciliar per capita de menos de US$ 1,9 por dia, linha de extrema pobreza adotada pelo Banco Mundial.



Em comparação ao resultado observado em 2019 (13,3%), houve queda, de modo que o índice alcançou a menor proporção registrada desde 2015 (8,2%). Na série iniciada em 2012, a menor proporção de pessoas com esse rendimento ocorreu em 2014, com 7,7%.



Programas sociais amenizam problemas

Pela primeira vez, o IBGE avaliou o impacto dos programas sociais na incidência da pobreza no país. Em um cenário hipotético, sem o pagamento de benefícios, a proporção de pessoas em situação de extrema pobreza na Paraíba, em 2020, seria de 26,7%, ou seja, o triplo do de fato verificado (8,9%) e representaria mais de um milhão de habitantes nessa condição. Também haveria um aumento na proporção daqueles que estavam na linha da pobreza, que abarcaria mais da metade da população estadual (54,5%).



Além disso, sem os benefícios de programas sociais governamentais, o Índice de Gini paraibano, que em 2020 foi de 0,512, passaria para 0,625. Esse indicador vai de 0 a 1, quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade na distribuição de renda. Na média do Brasil, o valor passaria de 0,524 para 0,573 e, na do Nordeste, de 0,526 para 0,625, respectivamente.


Portal Correio

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