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Brasil tem surto de bipolaridade, e ciência não explica



Há cerca de 15 dias um fenômeno tem sido observado: aumentou consideravelmente o número de jornalistas, políticos, militantes canhotos e salvadores da espécie humana em geral que mudaram de opinião sobre os cuidados para a contenção da pandemia da Covid-19.



A história do "'bora' ficar duas semanas em casa para achatar a curva" já ficou no passado há muito tempo. Tanto é que quase ninguém mais lembra que o #fiqueemcasa era originalmente por essa razão científica nunca comprovada cientificamente e que, na prática, tampouco se comprovou. Mais um pouquinho e as duas semanas serão dois anos. "Bora", galera!



Agora a preocupação é outra. É que a Organização Mundial das Suposições (OMS) não está sabendo como lidar com a nova pandemia, a de bipolaridade. A questão é que muitas pessoas diziam até algumas semanas atrás que quem se aglomerava e não usava máscara – mesmo depois de tomar as três doses de imunizantes – estava arriscando a própria vida e, de quebra, pondo a de tantos outros em risco. Só que, agora, essas mesmas pessoas mudaram drasticamente de opinião.



Não se sabe se o diagnóstico é realmente de bipolaridade ou de amnésia seletiva, pois, curiosamente, essas mesmas pessoas podem se lembrar de tudo, menos do fato de que  mandaram, por meses a fio, todo mundo ficar em casa, mas agora querem que todo mundo vá para as ruas assistir a shows e que garanta desde já os ingressos para o Carnaval 2022.



A ciência ainda não tem resposta para esse novo surto, mas a OMS adverte que isso é só o começo. O ano de 2022 promete. Então, vamos aguardar que a ciência nos esclareça o que está acontecendo. "Bora"!


R7

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