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29 agosto 2021

Biden fez o mundo sentir falta de Trump ao conduzir operação desastrosa no Afeganistão; Por Paulo Mathias



A bola da vez, que teve uma repercussão bastante negativa sobre a imagem dos Estados Unidos perante o mundo, foi o fiasco produzido pelo presidente norte americano Joe Biden ao retirar as tropas do Afeganistão. E essa situação pode piorar. A maneira como foi conduzida a operação é uma das mais desastrosas iniciativas dos representantes políticos do país. Em um trocadilho cruel entre a retirada de Dunquerque – a derrota na Segunda Guerra, que Churchill conseguiu transformar em vitória na base do discurso inspirador – e a saída das tropas do Afeganistão – a vitória, por encerrar uma guerra que os Estados Unidos não queriam mais – o jornal New York Post colocou Biden em uma posição depreciativa, acusando-o de “frouxo”, uma vez que foi capaz de transformar uma vitória em derrota. Com isso, o presidente conseguiu não apenas dar munição a seus opositores, como também fazer com que os aliados entrem em “desespero” diante do seu fiasco.


De acordo com Ryan Crocker, embaixador no Afeganistão, quando Biden era vice de Obama houve “uma falta de paciência estratégica em momentos críticos, inclusive por parte do presidente Joe Biden”. Uma resposta para tentar justificar a quebra de qualquer imagem de força por parte do presidente americano, fragilizado, cada vez mais, por suas atitudes inconsistentes em questão de conflitos que pedem um posicionamento mais firme do governo, como no caso do Afeganistão. Com isso, muito se tem comparado a atual gestão de Biden com a do ex-presidente Donald Trump, que provavelmente agiria com mais pulso na decisão da retirada das tropas do local. Biden fez o mundo sentir falta de Trump. Diante desse cenário, o democrata admite ter cometido erros, mas, de maneira inacreditável, não demonstra arrependimento quanto à decisão de retirada das tropas. “Eu sou o presidente dos Estados Unidos e essa guerra acaba comigo”, foram as palavras de Biden em seu primeiro pronunciamento sobre a tomada do poder pelo Talibã, no último domingo, 15 de agosto. O presidente concluiu: “Não me arrependo da minha decisão de acabar com essa guerra e manter foco na nossa missão de contraterrorismo”. Além disso, o presidente destacou que as tropas não poderiam permanecer no país, se nem as forças oficiais afegãs lutaram contra o Talibã. Isso soa como uma “desculpa esfarrapada”, de alguém que prefere “tirar o time de campo”, em um momento decisivo para a história do terrorismo internacional, assim como uma inversão de papeis, na medida em que a retirada das tropas americanas do Afeganistão foi priorizada, em detrimento da permanência de civis no país.


A meu ver, atitudes que contribuem para um desmanche da falsa imagem que o atual presidente americano causou em grande parte da população. O democrata usou em sua defesa o fato de que os Estados Unidos gastaram mais de US$ 1 trilhão na guerra mais longeva travada pelo país, mas que, mesmo assim, “nunca houve uma época boa para retirar as forças”. Segundo Biden, agora o foco dos EUA será a retirada de trabalhadores americanos que ainda estão na área”. Ao falar sobre essa debandada final, o presidente americano afirmou que, se o Talibã atacar as equipes americanas, a contraproposta será “rápida e forte”. “Eu não vou repetir os erros do passado. O erro de ficar indefinidamente em um conflito que não é do interesse dos EUA, ou de apostar na guerra civil de um país e manter as nossas forças nele”, disse. Palavras que não convencem, além de um erro de cálculo inaceitável por parte de seu governo, ao imaginar que a queda do governo civil em Cabul poderia levar meses, o que permitiria a saída das tropas americanas antes que todas as consequências da retirada fossem expostas. Mais uma falha estratégica, ampliando a descrença do povo americano em uma gestão que surgiu como um novo modelo para solucionar questões inacabadas durante o governo Trump.


Devido às atuais decisões, o democrata tem sido acusado de cometer erros de avaliação e criticado pela maneira com a qual manejou a saída dos militares do Afeganistão. Outra questão colocada em pauta é sobre a segurança dos civis que permanecem no país dominado pelo Talibã. Nas horas seguintes à tomada de Cabul, viu-se pessoas desesperadas invadindo as pistas do aeroporto da capital, tentando deixar o país. Homens se agarravam à fuselagem de aviões, com corpos caindo e restos mortais no trem de pouso. Um horror. O presidente americano, desacreditado por suas ações impulsivas, demonstrando um desconhecimento da realidade e uma covardia diante dos fatos, fez recentemente mais uma declaração “infeliz”. “A verdade é: isso se desenrolou mais rapidamente do que antecipamos”. Palavras do presidente da democracia mais poderosas do mundo, o que traz uma conotação de insegurança para os demais países.


Dessa forma, o que me parece, e que tem trazido manifestações de diferentes pontos do planeta, é que a “retirada” das tropas do Afeganistão não representou apenas a volta pra casa desses militares, mas sim, causou a insegurança perante possíveis futuras ações terroristas que requerem um pulso forte por parte do governo estadunidense. Para Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, a saída das tropas do Afeganistão foi “a maior humilhação de política externa” da história do país e representou “uma rendição total”. E foi mesmo. Ao se referir a Biden, ele disse que “é a demonstração mais surpreendente de incompetência grosseira por parte de um líder nacional”. O que fica dessa queda de braços entre presidentes, para os civis do mundo todo, é o medo e a insegurança de que novos ataques terroristas possam surpreender o mundo, perante um governo – que antes buscava controlar, com pulso forte, ações dessa natureza – e que hoje se mostra desmoralizado, em razão de atitudes escapistas, sem o enfrentamento esperado. Paguemos pra ver.


Por Paulo Mathias

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