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20 abril 2021

Em reunião com empresários, Bolsonaro defende vacinação e diz não ter preocupação com CPI da Covid

Em um novo esforço para se reaproximar do setor empresarial, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se reuniu nesta terça-feira (20) com representantes do PIB (Produto Interno Bruto) e deu garantias tanto sobre o plano nacional de imunização quanto à agenda de reformas estruturais.

O encontro virtual foi coordenado pelo presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, e teve a participação, segundo lista divulgada pela organização, de empresários como Abílio Diniz (Península), André Gerdau (Gerdau), Fábio Coelho (Google Brasil) e José Ermírio de Moraes (Votorantim).

Segundo relatos de presentes, em um breve discurso, o presidente disse que não está preocupado com a CPI da Covid, criada na semana passada pelo Senado, e reclamou das decisões de governos municipais e estaduais que afetam a atividade econômica.

Bolsonaro ressaltou ainda que seu objetivo principal neste momento é acelerar a vacinação no país para retomar a economia, defendeu as reformas administrativa e tributária e sinalizou que pretende melhorar sua relação com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

O presidente ainda aceitou promover nesta quarta-feira (21) uma reunião com o setor empresarial para receber sugestões e reclamações sobre a atual política ambiental. O encontro virtual será promovido um dia antes da abertura da Cúpula de Líderes sobre o Clima.

A impressão de um empresário que participou do encontro foi de que o presidente entendeu a necessidade de moderar o discurso diante das crises sanitária e econômica e compreendeu que precisa ter uma interlocução maior com o setor produtivo.

O encontro desta terça-feira (20) ocorreu duas semanas depois de jantar promovido pelo presidente com um pequeno grupo de empresários. Desde então, o presidente tem sido alertado sobre a necessidade de fazer uma contraofensiva ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.

Antes mesmo de o STF (Supremo Tribunal Federal) ter tornado Lula elegível para 2022, o petista já vinha mantendo diálogo informal com setores empresariais e com denominações católicas e, agora, tem tentado uma aproximação com o eleitorado evangélico, que ainda representa parcela relevante do apoio a Bolsonaro.

A ideia é que, a partir de agora, Bolsonaro realize bimestralmente encontros com o PIB. E que, nas próximas edições, inclua perfis diferentes de empresários, muitos dos quais não afinados ao presidente.

Um dos nomes que está no radar do governo, segundo assessores palacianos, é Josué Alencar, da Coteminas. Lula já sinalizou a integrantes do centrão o interesse em ter como candidato a vice o filho do seu vice-presidente José Alencar e empresário filiado ao PL, partido da base aliada de Bolsonaro.

No mês passado, economistas, banqueiros e empresários publicaram uma carta aberta que pedia medidas mais eficazes para o combate à pandemia do novo coronavírus, o que preocupou o Palácio do Planalto sobre a possibilidade de uma debandada de apoios.

O encontro desta terça-feira (20) foi aberto justamente por uma palestra do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que detalhou o plano de vacinação contra o coronavírus e afirmou que o ritmo de imunização deve aumentar nos próximos meses com a produção de um volume maior de vacinas.

Os empresários presentes se colocaram à disposição do ministro para ajudar no que fosse possível, tanto para ajudar na negociação de importação de insumos como no transporte logístico de doses do imunizante por todo país.

Na sequência, em uma rápida exposição, o ministro da Economia, Paulo Guedes, ressaltou a necessidade da adoção de medidas emergenciais neste momento. E que, passada a fase mais aguda da pandemia, o governo federal dará prioridade às reformas administrativa e tributária.

Além de Queiroga e Guedes, também fizeram intervenções os ministros Tereza Cristina (Agricultura), Tarcísio Freitas (Infraestrutura), Carlos França (Relações Exteriores), Bento Albuquerque (Minas e Energia) e Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil).


Por GUSTAVO URIBE/FOLHAPRESS

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