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Outubro Rosa: ginecologista aborda aspectos do câncer de mama

Conteúdo patrocinado. Nesse ano, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que serão 66 mil novos casos de câncer de mama no Brasil, ficando atrás apenas do de pele não melanoma. Na Paraíba, o Inca estima 1.120 novos casos, enquanto João Pessoa deve ter 360. Um estudo brasileiro mostra que mais de 70% dos casos da doença no país são diagnosticados em estágio avançado. Neste Outubro Rosa, o Brasil promove uma grande campanha de divulgação das medidas preventivas e da realização da mamografia.

Segundo a ginecologista Dra. Andréa Larissa Ribeiro Pires, professora de Medicina do Unipê, o número elevado de novos casos de câncer de mama apontado pelo Inca está associado não só à genética, mas ao estilo de vida das mulheres. No país, o Ministério da Saúde (Vigitel – Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por Inquérito Telefônico) aponta que o percentual de obesidade cresceu 67,8% entre 2006 e 2018, enquanto a inatividade física ocorre em 47% dos adultos. “É importante conscientizar as mulheres para essa prevenção”, frisa.

Assim, para Dra. Andréa, deve ocorrer durante o ano todo a divulgação sobre as formas de prevenção e a realização da mamografia. Os fatores hereditários e os associados ao ciclo reprodutivo da mulher não são, em geral, modificáveis. “Porém fatores como excesso de peso corporal, inatividade física e consumo de álcool, são, em princípio, passíveis de mudança”, diz. Medidas que podem contribuir para a prevenção da doença são: praticar atividade física, manter o peso corporal adequado, adotar uma alimentação mais saudável e evitar ou reduzir o consumo de bebidas alcóolicas. “Amamentar é também um fator protetor”, acrescenta.

Importância da mamografia

Em tempos de Covid-19, como fazer o diagnóstico? As mulheres devem realizar a mamografia anual adotando todas as recomendações sanitárias, como o uso de máscara, a higienização das mãos e o distanciamento social. “A realização desse exame vai permitir um diagnóstico precoce do tumor e que se associa com resposta mais eficaz ao tratamento e cura”, reforça a Dra. Andréa, acrescentando a necessidade de ampliar o acesso ao exame – única forma de diagnosticar precocemente. “A conscientização dos gestores em saúde é imprescindível”, diz.

A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) recomendam a mamografia anual para as mulheres a partir dos 40 anos de idade, visando ao diagnóstico precoce e a redução da mortalidade. “Esta recomendação difere do Ministério da Saúde, que preconiza o rastreamento bianual a partir dos 50 anos”, completa a Dra. Andréa.

Na Paraíba, o Hospital Napoleão Laureano, o Centro Especializado Diagnóstico do Câncer (CEDC) e o Hospital Vicente de Paula realizam o exame gratuitamente em mulheres com idade entre 50 e 69 anos.

Nele, a mulher fica em pé de frente ao mamógrafo, despida da cintura para cima. “O aparelho tem duas placas que pressionam as mamas horizontal e verticalmente, durante alguns segundos. A paciente deve ficar imóvel e segurando a respiração, a fim de obter uma imagem de maior qualidade. Isto pode causar um leve desconforto, principalmente, se o exame for realizado após a menstruação”, pontua Dra. Andréa.


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