Plantão

Compre no AMAZON

Os Melhores Preços no AMAZON

23 julho 2020

Líderes da esquerda discutem criação de novo partido para enfrentar Bolsonaro em 2022

Uma série de conversas envolvendo líderes da esquerda brasileira está em curso, com o objetivo de colocar de pé um novo partido depois das eleições municipais de novembro. 
O primeiro sinal que mostra as articulações é o fato do PSB estar se aproximado do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), para que ele seja candidato à Presidência da República em 2022, embora negue publicamente.

O presidente do partido, Carlos Siqueira, convidou o governador do Maranhão para a legenda. O governador, no entanto, deseja uma fusão das duas siglas, o que daria acesso a um fundo eleitoral de mais de R$ 145 milhões, valor superior ao que é recebido por PSDB, DEM e PP, e maior tempo de televisão.

A esquerda percebeu que as antigas agremiações estão com o nome estigmatizado. O movimento comunista continua sendo o mesmo, fazendo-se de morto para assaltar o governo e procuram fundar uma “nova” organização, uma “nova” legenda. Tudo isso sem deixar de ser comunista e acabando por enganar muitas pessoas.

Setores do PSB gostam da ideia de unir forças, e o partido parou de tentar lançar a candidatura do Joaquim Barbosa, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), filiado desde 2018. Barbosa, curiosamente, desistiu da candidatura após o Terça Livre comentar o nome do Matheus Faria, Procurador da Fazenda Nacional, que também desmascarou Alvaro Dias e sua intransigente defesa do senado ao Fachin à vaga de juiz no Supremo Tribunal Federal em 2015.

Dino chama o projeto de “MDB da esquerda”, pois acredita que poderá trazer para o novo partido vários nomes insatisfeitos com os rumos das suas próprias legendas. Um dos exemplos é o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) — o deputado sempre teve diálogo aberto com figuras como o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) Jorge Picciani (ex-integrante do MDB) e o atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Atualmente, existe, no entanto, o petista Haddad com dois posicionamentos antagônicos: o que aparece em entrevistas e o das conversas nos bastidores. O primeiro não contraria Lula em público e sua estratégia de rejeitar manifestos suprapartidários contra Bolsonaro. A propósito, no último fim de semana, o petista teve que passar horas em conversas telefônicas desmentindo mais uma vez que vai ceder à vontade do ex-presidente de colocá-lo na disputa pela prefeitura de São Paulo no lugar de Jilmar Tatto. Já o segundo Haddad é muito mais enfático na necessidade de a esquerda organizar um discurso mais amplo. Ele vem conversando frequentemente com Dino e Freixo sobre esses movimentos, embora não cogite deixar o PT.

Dino avalia que a esquerda poderá perder em todas as capitais brasileiras em novembro, causando um percalço para a implementação do socialismo/comunismo. O governador do Maranhão vem tentando mostrar isso a Lula em conversas periódicas por telefone, justamente por acreditar não ser possível vencer Bolsonaro abdicando do “lulismo”. Por ora, contudo, o PT não abre mão de jeito nenhum de ter candidato próprio em 2022.

Mais uma vez a esquerda vem se “limpando” em si mesma. A esquerda gasta uma imagem e depois retorna como se fosse algo novo, e ainda faz uma crítica de tudo o que fez. Isso o movimento comunista sabe fazer muito bem. E isso não é novidade, pois, está escrito na sua cartilha A Estrutura, os Métodos e a Ação dos Partidos Comunistas de 1921.

Diz a cartilha: “A organização do partido deve se adaptar às condições e aos objetivos de sua atividade. […] Não pode haver uma forma de organização imutável e absolutamente conveniente para todos os partidos comunistas. […] As particularidades históricas de cada país determinam também formas especiais de organização para os diferentes países”.

Por fim, o fato é que não está dando certo a tentativa de caçar a chapa Bolsonaro/Mourão; Luciano Ayan, membro do MBL preso em operação contra desvio e lavagem de dinheiro em São Paulo, está preso; e o plano de impeachment também não está dando certo, porque no Congresso não passaria o impeachment do Bolsonaro. Outra possível manobra da esquerda é desviar o foco de ter a cabeça da chapa para prefeito, visando fazer vereadores e pulverizar seu poder. Isso dando certo, esses se tornariam os agentes para fazer a campanha de 2022. [Comentários de Allan dos Santos no Boletim da Manhã de 20/07]

A esquerda está desesperada, porém, organizada, para combater Bolsonaro nas próximas eleições.



Terça Livre

Nenhum comentário: