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terça-feira, 23 de abril de 2019

Olavo de Carvalho manda recado aos generais

O professor, filósofo e escritor, Olavo de Carvalho, postou nesta terça-feira (23/4) no canal dele no Youtube, uma mensagem aos generais e similares. Há uma tensão no ar entre o professor e alguns militares, neste vídeo ele se posicionou.
Carl Schmitt definia a política como aquele setor da atividade humana no qual, sendo impossível a arbitragem racional das divergências, só restava juntar os “amigos” contra os “inimigos”.
Isso quer dizer, obviamente, que mesmo no entender daquele entusiasta da política só uma parte ínfima da experiência humana pode estar submetida aos critérios “políticos”. A total degradação e estupidificação da vida social é assinalada, então, pela absoluta politização de todas as questões, conflitos e divergências. Isso exclui dos seus altos postos naturais a ciência, a filosofia, a moral, a religião e até o senso comum. Só resta, como critério supremo de julgamento a pergunta mais imediatista e mais vil dos políticos e politiqueiros: Ele está “a nosso favor” ou “contra nós”? Isto é exatamente o que se passa no Brasil de hoje: moldada por vigaristas e analfabetos funcionais ávidos de poder e de dinheiro, a opinião pública só entende todas as afirmações, especialmente as minhas, como “tomadas de posição” a favor deste ou daquele grupo. Mesmo as análises que faço de acontecimentos de mais de meio século atrás são reduzidas a fusquinhas e caras feias contra este ou aquele alto funcionário, como se eu estivesse disputando seu cargo. O que digo das Forças Armadas e da sua atuação no regime militar é uma TESE HISTÓRICA ABSOLUTAMENTE IRREFUTÁVEL. Não podendo contestá-la, generais incultos e presunçosos tentam reduzi-la a uma conspiração jornalística contra as suas augustas pessoas. Afirmo categoricamente: nenhum egresso de academia militar tem hoje a mais mínima condição de impugnar a minha análise ou sequer de apreender o alcance histórico do que estou dizendo. Esperneando histericamente contra a verdade histórica, só mostram o quanto é exíguo o seu horizonte de consciência e invencível a sua submissão aos critérios politiqueiros de julgamento.
Não temam, burocratas, fardados ou civis. Não ambiciono os seus postos nem o seu tipo de prestígio. Sou um escritor, filho das minhas obras e não de cargos recebidos. Jamais me rebaixei nem me rebaixarei a disputar aquilo que para vocês é o supremo valor da existência.“, disse o filósofo.

Texto alterado 19h47 com adição de informações
Por Ricardo Roveran

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