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domingo, 18 de novembro de 2018

Bolsonaro diz que prefeitos demitiram médicos para ficar com cubanos

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, respondeu neste domingo às críticas de municípios que vão ficar sem profissionais da saúde após o governo de Cuba sair do Programa Mais Médicos . 

Dos 3.228 municípios atendidos pelo programa, 611 correm risco de ficar sem nenhum profissional na rede pública a partir do Natal. Segundo Mauro Junqueira, presidente do Conselho Nacional de Secretarias municipais de Saúde (Conasems), esse é o número de municípios que só possuem médicos cubanos.


Em entrevista durante visita a uma competição de jiu-jitsu no Rio, Bolsonaro não informou como pretende substituir os profissionais cubanos e disse que muitas prefeituras demitiram seus profissionais para ficar com cubanos, sem informar quais municípios.

— Não podemos admitir escravos cubanos no Brasil. Não podemos continuar alimentando a ditadura cubana. Se nós dermos o tratamento adequado, isso vai ser resolvido. E tem mais, tem prefeitura que mandou embora seu médico para pegar o cubano e quer ficar livre da responsabilidade.

Questionado sobre como pretende fazer a substituição, Bolsonaro disse que ainda não assumiu o cargo.

— Não podemos ser coniventes com trabalho análogo à escravidão. Eu não sou presidente. Dia primeiro (de janeiro) nós vamos apresentar o remédio, se bem que o governo Temer já está trabalhando nesse sentido —  disse Bolsonaro.

Bolsonaro também defendeu sua escolha para o Ministério da Agricultura, a deputada Tereza Cristina (DEM-MS). O jornal "Folha de S. Paulo" noticiou neste domingo que a futura ministra concedeu benefícios fiscais à JBS no mesmo período em que foi secretária estadual de Desenvolvimento Agrário e Produção do MS.

— Eu também sou réu no Supremo. E daí? Tenho que renunciar a meu mandato? Desconheço (a informação de que Teresa Cristina concedeu benefícios fiscais). Ela já foi julgada? Apenas um processo foi apresentado. Muitas vezes se apresenta, como já fui representado umas 30 vezes na Câmara. Não colou nenhum. Afinal de contas sou um ser humano, e posso errar. E se algum ministro cometer algum erro grave, a gente toma providências. No momento, ela goza de toda confiança nossa — afirmou o presidente eleito.

Ele também informou que continuará nessa semana a fazer uma série de visitas protocolares a instituições em Brasília e que na sexta-feira fará exames, em São Paulo, para a realização da cirurgia para a retirada da bolsa de colostomia, marcada para o dia 12 de dezembro.

Bolsonaro comentou ainda sobre as inconsistências detectadas na prestação de contas da campanha dele no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele defendeu que tudo já foi respondido.

— Já foram todas rebatidas (as inconsistências). Tem algumas que foram falhas do próprio TSE e já foram apresentadas as razões da defesa. Tenho certeza de que não vai ter nenhum problema não. É a campanha mais pobre da história do Brasil.

O evento do qual Bolsonaro participou, Abu Dhabi Grand Slam Jiu-Jitsu World Tour — realizado pela Federação de Jiu-Jitsu dos Emirados Árabes Unidos (UAEJJF), em parceria com a Federação Brasileira de Jiu-Jitsu (FBJJ) — é a maior competição de Jiu-Jitsu da América Latina.

Na volta para casa, o presidente eleito parou no quiosque da Naná, próximo à residência dele, na orla da Barra da Tijuca, e cumprimentou e tirou selfies com eleitores.


O Globo 

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