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quinta-feira, 8 de março de 2018

Paraibanas protestam contra feminicídios e corrupção

O movimento de mulheres da Paraíba, integrado por entidades e organizações do campo e da cidade, elaborou uma vasta programação alusiva ao 8 de Março, Dia Internacional de Luta das Mulheres. 

Em João Pessoa, nesta quinta (8), haverá um ato público intitulado ‘Marcha por Direitos e Democracia: pela Vida das Mulheres e pelo Bem Viver’ com concentração a partir das 8h, na Praça dos Três Poderes e outra na sede da Fetag, local da mobilização de trabalhadoras rurais, que seguiram em marcha e se somaram ao ato, rumo à Lagoa Parque Solon de Lucena.


Além das pautas comuns ao movimento, como as denúncias ao feminicídio, às desigualdades e discriminações de gênero, de sexualidade, de raça, classe e religião, o movimento pauta a luta contra o golpe jurídico, midiático e parlamentar, que vem retirando direitos das mulheres e da classe trabalhadora no geral.

Com o tema central ‘Democracia e Direitos Humanos’, a Jornada de atividades do Movimento de Mulheres da Paraíba teve início na última semana, em João Pessoa e conta com diversas atividades.

São Sebastião de Lagoa de Roça

No mesmo dia, será realizada na cidade de São Sebastião de Lagoa de Roça, às 8h30  a tradicional “Marcha pela vida das Mulheres e pela Agroecologia”, promovida pelo Pólo da Borborema, através de uma articulação de 14 sindicatos de trabalhadores rurais daquela região, em parceria com a AS-PTA- Agricultura Familiar e Agroecológica.

De acordo com uma das representantes do movimento de mulheres, Joana D’Arc da Silva, o 8 de março segue bastante conectado, na Paraíba, no Brasil e no mundo. Em 2017, foram cerca de sessenta grandes marchas em diversos países, o que demonstra a organização em torno das pautas relativas às mulheres.

“No Brasil e no mundo, as mulheres estão nas ruas para dizer que não é feita a sociedade em condições de desigualdade entre homens e mulheres; nem do modo como os meios de comunicação têm tratado as mulheres, humilhando e incitando o ódio, a violência, assassinatos e estupros. São muitos os motivos este ano para ir para a rua e não estamos indo sozinhas, dispersas, estamos indo com essa leitura de que estamos juntas em todos os lugares. Não estamos dizendo só o que não queremos, estamos dizendo o que defendemos também”, comentou Joana D’Arc.

Programação

As atividades começaram desde o último dia 27, em João Pessoa, com a realização de minicursos de cinema, música, teatro e retórica, tendo como local a Praça Antenor Navarro, sob a responsabilidade do Coletivo Lendo Poesia.

Além disso, houve panfletagem nas feiras livres, faculdades, escolas, CBTU e Terminal Rodoviário da capital, com o objetivo de mobilizar e convidar as pessoas a participar da marcha das mulheres. Antes do dia D, ainda constam da programação oficina de autodefesa, rodas de diálogo acerca da pauta do feminicídio e das lutas atuais das mulheres, bem como o lançamento do Manifesto da jornada do 8 de Março.

A programação alusiva às comemorações do Dia Internacional de Luta das Mulheres na Paraíba não se encerra no dia 8 de março; prossegue com atividades descentralizadas em João Pessoa, Santa Rita, Campina Grande e municípios de outras regiões, onde estão previstas palestras, rodas de conversa, análises de conjuntura e oficinas abordando a necessidade da democratização da comunicação.

Bandeiras de luta

De acordo com a comissão organizadora da Jornada do 8 de Março na Paraíba, as mulheres vão às ruas:

· Contra as desigualdades e discriminações de raça, geração, classe, religião e sexualidade;

· Pelo fim à violência contra as mulheres;

· Contra a PEC 181 e em defesa da descriminalização do aborto;

· Contra a aprovação da Reforma da Previdência;

· Contra a retirada de direitos advinda da aprovação da reforma trabalhista;

· Contra o desmantelo de programas sociais que atinge diretamente as mulheres, como Minha Casa, Minha Vida, Bolsa Família, Farmácia Popular;

· Em defesa do SUS;

· Por uma educação pública, inclusiva, laica e de qualidade!

· Em defesa dos direitos das trabalhadoras domésticas;

· Contra o GOLPE e em defesa da DEMOCRACIA;

· Pela vida das mulheres e pelo bem viver!

Além disso, elas vão às ruas para EXIGIR a REVOGAÇÃO JÁ de várias medidas aprovadas pelo Congresso Nacional e sancionadas pelo governo golpista, tais como:

· PEC 241 (ou 55), que congelou por 20 anos os gastos públicos em Educação, Saúde, Cultura, Segurança;

· Reforma Trabalhista;

· Todas as privatizações e concessões que entregam os nossos bens naturais, riquezas e patrimônios nacionais a grandes corporações, a exemplo do Petróleo, Água e Comunicações.



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