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Veja quem são os pré-candidatos ao Governo da Paraíba após mudanças no ‘xadrez político’



A lista de pré-candidatos ao Governo da Paraíba se mantém com seis nomes, mas sofreu modificações desde o levantamento realizado pelo Portal Correio na primeira quinzena de janeiro.



Luciano Cartaxo (PT) e Cabo Gilberto (PSL) deixaram a corrida eleitoral. O ex-prefeito de João Pessoa acatou decisão do Partido dos Trabalhadores, que apoiará a campanha do MDB, encabeçada por Veneziano Vital do Rêgo, enquanto que o deputado estadual decidiu apoiar Nilvan Ferreira (PTB). Além de Veneziano, passou a fazer parte da disputa Adjany Simplicio (PSOL).



As Eleições 2022 ocorrem em 2 de outubro. Se houver necessidade de 2º turno, os paraibanos voltam às urnas no dia 30 do mesmo mês.



Veja perfis e planos dos pré-candidatos ao Governo da Paraíba.



Adjany Simplicio (PSOL)

Adjany Simplicio, natural do Rio Grande do Norte, é pedagoga. Especialista em Educação em Direitos Humanos, ela atua como professora da Educação Básica desde 2007, quando iniciou militância pelo ensino público de qualidade.



Adjany Simplicio foi candidata a vice-governadora em 2018 e a vereadora de João Pessoa em 2020. Atualmente, ocupa a presidência do Diretório Estadual do PSOL, partido ao qual é filiada desde 2016.



A pré-candidata do PSOL defende maior presença de mulheres em cargos políticos e de liderança e a construção de políticas públicas que promovam equidade e justiça social para elas. Adjany Simplício também tem como foco o avanço no combate a violência e violações dos direitos da população negra e LGBTQIA+.



A professora aponta, ainda, as áreas de Educação e Cultura como prioridades em um eventual governo.



“Construo um partido que acredita na educação como uma via importante de construção de cidadania e de uma cultura de tolerância e de reflexão política como base para uma plataforma de revolução social em que a população possa atuar de forma mais direta na construção de horizontes dignos”, diz.



João Azevêdo (PSB)

João Azevêdo Lins Filho, natural de João Pessoa, é engenheiro civil e professor aposentado do Instituto Federal da Paraíba (IFPB). Atual governador da Paraíba, ele foi eleito em 2018 no 1º turno, com mais de 1,1 milhão de votos, o que representou 58,18% dos votos válidos. Na época, ele era filiado ao PSB, partido do então governador Ricardo Coutinho.



João e Ricardo romperam politicamente devido à Operação Calvário e o novo chefe do Executivo estadual migrou para o Cidadania no fim de janeiro de 2020. Poucos meses após a ida de Ricardo Coutinho para o Partido dos Trabalhadores (PT), João Azevêdo anunciou retorno ao PSB. Por enquanto, não se sabe quem estará ao lado do gestor na campanha à reeleição.



João Azevêdo falou que, no eventual segundo mandato, resolverá pendências e destacou que uma delas é com o setor de segurança pública. Ele citou a proposta de reajuste que fez à categoria e lembrou o cumprimento de planejamentos da campanha de 2018 com outras categorias como a Defensoria Pública.



João Azevêdo falou também sobre os desafios da pandemia e as melhorias no sistema de saúde no período. “Se tem algum legado bom que a pandemia deixou foi a infraestrutura hospitalar que nós conseguimos ampliar por todo o estado”.



Lígia Feliciano (PDT)

Atual vice-governadora, Ana Lígia Costa Feliciano, é natural de Campina Grande. Médica e empresária, ela foi anunciada pelo presidente nacional do PDT, Carlos Luppi, como pré-candidata ao Governo do Estado. Lígia já foi vice no segundo mandato de Ricardo Coutinho e, portanto, não pode se candidatar em 2022 na mesma condição.



Recentemente, ela expôs ‘racha’ no governo e abandonou de vez a base do governador. Lígia afirma que queria estar mais livre neste ano para analisar o cenário político e a vontade do PDT de ter uma candidatura própria ao Governo do Estado.



Ela afirmou que já está na hora de a Paraíba ter uma mulher governadora. “Seria uma honra”, destacou. Sobre apoios e alianças, a pedetista disse que ninguém faz nada sozinho e que tem dialogado com partidos de centro-esquerda, a exemplo do PT, PCdoB, PV.



Lígia Feliciano ainda disse que se tiver o nome oficializado como pré-candidata ao Governo, não voltará atrás. “Quando eu anunciar minha pré-candidatura ao Governo do Estado, não tem volta. Vice, eu já fui”.



Caso a candidatura vingue, Lígia revelou que já tem 12 propostas que apresentará aos eleitores da Paraíba, ainda não divulgadas publicamente.



Nilvan Ferreira (PTB)

Nilvan Ferreira do Nascimento, natural de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, é radialista e apresentador de TV. Foi engraxate, músico e participou do movimento estudantil. Mudou-se em 2008 para João Pessoa, onde conquistou popularidade.



Nilvan fez sua estreia na política nas Eleições 2020, quando concorreu ao cargo de prefeito da Capital pelo MDB. Alcançou o 2º turno, mas acabou perdendo a disputa para Cícero Lucena (PP). Em maio deste ano, Nilvan Ferreira deixou o MDB e assumiu a presidência estadual do PTB.



Nilvan definiu a saúde, recuperação econômica e segurança pública como os principais eixos de uma possível gestão dele à frente do Governo. Ele também citou a necessidade de recuperação salarial das forças policiais e tratou sobre economia:



“Precisamos sair de um estado de letargia. A Paraíba precisa deixar de ser um dos estados que mais cobram impostos. Temos que fazer uma discussão sobre redução da carga tributária”.



O comunicador também defendeu o que chamou de mudança de ciclo no governo. Ele disse que a Paraíba está há 12 anos sob domínio de um mesmo grupo político e apontou a necessidade de um novo estilo de governança do Estado.



Pedro Cunha Lima (PSDB)

Pedro Oliveira Cunha Lima, natural de Campina Grande, no Agreste do estado, é advogado. Membro de uma das famílias mais tradicionais da política paraibana, ele foi eleito pela primeira vez em 2014, como deputado federal. Em 2018, conquistou o segundo mandato legislativo.



Inicialmente, a expectativa do PSDB era de que o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, representasse a chapa majoritária, mas o gestor acabou declinando do convite e ‘obrigando’ Pedro Cunha Lima a assumir a missão.



Pedro defende o fim de privilégios para o cargo de governador e considera “bizarro” o orçamento de mais de R$ 300 milhões para Assembleia Legislativa. Ele comparou o orçamento da ALPB com o da Universidade Estadual da Paraíba e da Polícia Militar e disse que a defesa dos gastos com os deputados não se sustenta. Ele acredita que pode convencer parlamentares e candidatos ao Legislativo a dar um ‘reset’ na máquina pública.



Pedro ressaltou que faz parte de uma nova geração e que tem olhar sobre a política totalmente diferente do que tinha o avô, Ronaldo Cunha Lima, e o pai, Cássio. “Já quebrei o retrovisor. Tenho admiração da história de Ronaldo e de Cássio, mas todas as vezes que alguém puxar esse debate é porque não quer discutir situações atuais como os gastos com a Granja Santana”.


Veneziano Vital do Rêgo (MDB)

Veneziano Vital do Rêgo Segundo Neto, natural de Campina Grande, é advogado. Atual senador, ele ingressou na carreira política em 1992, como candidato a vereador pelo PST, mas só foi eleito no pleito seguinte, em 1996, pelo PDT.



Em 2000, foi reeleito para a Câmara. Quatro anos depois, no MDB, derrotou Rômulo Gouveia no 2º turno e tornou-se prefeito de Campina Grande. Veneziano foi reeleito gestor municipal em 2008. Em 2014, foi o segundo político mais votado da Paraíba para o cargo de deputado federal e, em 2018, pelo PSB, foi eleito senador para mandato com validade até 2026.



Veneziano retornou ao MDB no ano passado, assumindo a presidência estadual do partido. Para as Eleições 2022, ele terá apoio do ex-governador Ricardo Coutinho (PT), que disputará vaga no Senado, e do ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, pré-candidato a deputado estadual.



Veneziano Vital do Rêgo disse que, em um eventual mandato de governador, trabalharia para tornar a Paraíba mais competitiva, buscando investimentos para tirar o estado da antepenúltima posição no ranking do Produto Interno Bruto (PIB). Ele também citou como prioridades a segurança hídrica, segurança pública e a construção de um Hospital de Emergência e Trauma no Sertão. “Farei também o que sempre fiz: ouvir sugestões para dar alternativas aos paraibanos”.


Portal Correio

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