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Paraíba pede esclarecimentos ao Itamaraty sobre desaparecimento de paraibana na Ucrânia



Uma espera angustiante e sofrida. Medo e preocupação tem marcado os últimos dias dos familiares da artesã paraibana Silvana Pilipenko. Ela está na área de conflito na Ucrânia e há 12 dias não dá notícias. Longe dos bombardeios, os familiares sofrem e enfrentam dificuldades para obter informações.



O ÚLTIMO CONTATO

Silvana mora em Mariupol, na Ucrânia. A cidade está sendo atacada pelo exército russo. O último contato dela foi no dia 3 de março, quando disse que a cidade estava começando a ser atacada e sofria com quedas de energia. Desde então, a família não consegue mais contato com ela.



REDES SOCIAIS

Nas redes sociais, Silvana chegou a compartilhar informações sobre o início da guerra, como a falta de produtos no supermercado e o barulho de explosões pelos ataques com bombardeios em Mariupol
Uma irmã de Silvana que mora em João Pessoa disse que antes da guerra chegava a falar com a paraibana cerca de duas vezes por dia, mas com as constantes faltas de energia e cortes de internet o contato cessou desde o começo do mês.



ITAMARATY

Por meio de nota, o Itamaraty informou que tem conhecimento do caso e através do escritório de apoio em Lviv, tem mantido contato regular com familiares de Silvana. Também disse que organizações internacionais de apoio humanitário presentes na cidade já foram acionadas para tentar localizá-la, mas que não teria autorização para passar mais detalhes.



CASAMENTO

Silvana é casada há 27 anos com o ucraniano Vasyl Pilipenko, capitão da marinha mercante. Eles se conheceram em uma festa em Santos, em São Paulo, e, depois de dois meses, se casaram na Paraíba.



VÍDEO

Segundo os parentes, em um vídeo, Silvana explicou que a família não tinha como deixar a cidade. Ela estava abrigada no apartamento da sogra junto com o marido. Explicou que a cidade faz fronteira com a Rússia e não daria para sair por lá. A outra opção seria atravessar todo o território do país para sair por outra fronteira, mas essa opção não era viável.


Ela também relatou dificuldade em conseguir comida e de se locomover. Ainda faltam táxis e internet. A comunicação com a família estava sendo apenas por meio do celular usando dados móveis e ela chegou a avisar que poderia perder o contato com os parentes do Brasil a qualquer momento, por conta dessas dificuldades.



BUSCA

A família acompanha grupos internacionais em busca de informações sobre bombardeios na rua em que ela estava, mas não conseguiu obter informações até o momento.
A mãe de Silvana, Dona Antônia, tem esperanças de encontrar a filha: “Se ela tivesse morrido ela teria vindo me dar um aviso, ela tinha vindo me dar um abraço”, disse.
Dona Antônia tem esperanças de encontrar a filha.



Da Redação com Jornal o Poder

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