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Bolsonaro rompe o silêncio sobre polêmicas envolvendo apologia ao Nazismo e faz seríssimo convite à reflexão



Na noite desta quarta-feira (9), o presidente da República, Jair Bolsonaro, publicou uma longa mensagem em suas redes sociais, analisando o momento extremamente turbulento envolvendo as polêmicas em torno de possível apologia ao Nazismo, por personagens que atuam nos meios de comunicação e também por um parlamentar de representatividade nacional.

A ideologia nazista deve ser repudiada de forma irrestrita e permanente, sem ressalvas que permitam seu florescimento, assim como toda e QUALQUER ideologia totalitária que coloque em risco os direitos fundamentais dos povos e dos indivíduos, como o direito à vida e à liberdade.
- O fato de uma ideologia repugnante como a nazista ter destruído milhões de vidas exige que tenhamos extrema responsabilidade e seriedade na hora de tratar do tema, não deixando espaço para a calúnia, a difamação e a sua banalização. Não se combate uma injustiça com injustiças.
- Importante lembrar que existem ainda aqueles que, na busca implacável pelo poder, banalizam essa página triste da história da humanidade e instrumentalizam a sensibilidade humana para praticar exatamente aquilo que dizem combater, assassinando reputações e destruindo pessoas.
- Assim, reitero todo nosso apoio ao povo judeu, que hoje sofre não só com as cicatrizes deixadas pela história, mas também com o desrespeito daqueles que banalizam um assunto tão grave, rotulando tudo e todos na ânsia de conquistar ainda mais poder e controle sobre as pessoas.
- Tenho muito orgulho de ser o presidente que mais aproximou o nosso país dos judeus, seja intensificando as relações bilaterais com Israel, seja apoiando iniciativas importantes, como a Aliança Internacional de Memória do Holocausto (IHRA), na qual ingressamos em meu governo.
- E a quem realmente insiste em defender a divisão de pessoas por raça/etnia, o controle total pelo Estado, a violação de liberdades, que são premissas do nazismo; bem como a quem, num desrespeito cruel ao povo judeu, banaliza um fato grave para promoção política, fica a lição:
- Somos um povo maravilhoso, acolhedor. Repito: em uma família brasileira há mais diversidade do que em qualquer nação no mundo. O Brasil nunca terá solo fértil para o totalitarismo porque o amor pela liberdade corre em nossas veias. Quem deseja o contrário está do lado errado.
- Que o momento seja de reflexão, de amadurecimento, a respeito de qual ambiente queremos criar para o Brasil. Tenhamos todos mais juízo e responsabilidade. Precisamos continuar trabalhando pelo futuro de nossa nação.
- Boa Noite a Todos!
- PR Jair Messias Bolsonaro.

Para relembrar os fatos: Um dos apresentadores do Flow Podcast, o youtuber Monark defendeu o direito de legitimação de um partido Nazista no Brasil, durante entrevista com os deputados federais Kim Kataguiri (PODEMOS-SP) e Tabata Amaral (PDT-SP). Monark foi desligado do programa e pode ter que responder na justiça por apologia à ideologia que causou a Segunda Grande Guerra Mundial e assassinou milhões de pessoas, entre eles, 6 milhões de judeus cruelmente perseguidos e exterminados.


Da mesma forma, Kataguiri, um dos entrevistados durante o programa apresentado por Monark, que teria concordado com a afirmação do youtuber, já é alvo de pedidos de investigação no conselho de ética da câmara dos deputados, em Brasília, o que poderá levar à perda do mandato.


A polêmica, entretanto, também atingiu o jornalista e comentarista político Adrilles Jorge, que acabou demitido da Jovem Pan News, após ter sido acusado de, ainda que repudiando e falando contra o Nazismo, ter feito o gesto de espalmar a mão, (similar ao utilizado na saudação dos seguidores de Adolf Hitler), ao se despedir dos colegas, no encerramento do programa que analisava o assunto.


Adrilles, aliás, já veio a público e mostrou uma coletânea de vídeos (conforme reportagem publicada aqui no JCO - veja abaixo) em que comprova que essa forma de se despedir sempre foi usual e jamais uma saudação nazista de sua parte.


Como deixou claro o presidente Bolsonaro em sua mensagem, o momento é de reflexão e juízo, de lado a lado.

Apologia ao Nazismo ou a outras ideologias assassinas, como a citada por Bolsonaro em sua mensagem, devem ser criminalizadas, e os culpados, punidos, mas é também crime, assassinar reputações – uma ação que tem se tornado cada vez mais comum no Brasil.


Que se faça justiça, não justiçamento.

É preciso ser vigilante, para não cometer, do lado de cá, os mesmos erros do lado de lá, sob risco de torná-los legítimos!

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