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Governo Bolsonaro não rejeitou ajuda humanitária da Argentina para a Bahia; entenda



Foi veiculada no fim da noite desta quarta-feira (29) a informação de que o governo federal teria rejeitado a ajuda humanitária ofertada pelo governo da Argentina para auxiliar na redução de danos provocadas pelas enchentes na Bahia. No entanto, a ausência de necessidade justificou a recusa momentânea.



Uma fonte do Palácio do Planalto contou com exclusividade ao BSM que a ajuda oferecida pela Argentina consistia no envio de 10 profissionais especializados nas áreas de logística, água, saneamento e apoio psicossocial para vítimas de desastres naturais. Porém, o governo federal avaliou que, por ora, não há necessidade de recebimento da ajuda pelo fato de já ter recursos materiais e humanos suficientes para enfrentar a crise.



"O presidente Bolsonaro conversou com o ministro [das Relações Exteriores, Carlos] França e determinou que o MRE avaliasse a necessidade de acolher a colaboração. O ministro informou [à Embaixada Argentina] que até o momento não há a necessidade de tal mobilização, mas, caso se faça necessário, retomará o contato imediatamente para solicitar o envio de assistência", afirmou a fonte, sob reserva, ao BSM.



Após o diálogo entre o MRE e a Embaixada Argentina, o Itamaraty comunicou ao governo da Bahia que colabora com o enfrentamento da crise através da  "mobilização interna de todos os recursos financeiros e de pessoal necessários" e que "na hipótese de agravamento da situação, requerendo-se necessidades suplementares de assistência, o governo brasileiro poderá vir a aceitar a oferta argentina de apoio da Comissão dos Capacetes Brancos, cujos trabalhos são amplamente reconhecidos”.



O Planalto avaliou a situação da crise e verificou que não há a necessidade de acatar colaboração externa. O presidente Bolsonaro teria solicitado que o MRE conduzisse o diálogo de forma cordial e explicasse as razões para não aceitar, momentaneamente, a ajuda humanitária.



"O presidente não rejeitou em hipótese alguma a colaboração da Argentina. Mas, informado do gerenciamento da crise, entendeu que a ajuda não se faz necessária nesse momento. Ele pediu ao [ministro] França para que esse contato fosse feito da maneira mais cordial possível e que explicasse a situação da localidade. E deixou claro ao ministro que salientasse à Argentina que, caso piore, o Brasil fará um novo contato aceitando a colaboração diplomática", explicou a fonte.



Até o momento, o Ministério das Relações Exteriores não se manifestou oficialmente sobre o caso.



Brasil sem medo

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