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22 junho 2021

Mais de 30 mil casos de “fungo negro” foram registrados na Índia



A crise da Covid-19 na Índia também pode ter causado um surto de Mucormicose, também conhecida como “fungo negro”. A doença que começou a ganhar força em abril, hoje já conta com mais de 30 mil casos e cerca de 2.100 mortes. A estimativa é segundo médicos e veículos locais, já que o governo não revela números oficiais.

Anteriormente, os estudos sobre a Mucormicose indicavam que, em caso de contaminação, a taxa de mortalidade era de cerca de 50%. No entanto, a experiência na Índia mostra que o local do corpo afetado pela doença faz com que essa taxa tenho uma variação grande.

A maior parte dos relatos no país indicam que o fungo se concentra nos seios, no nariz e na face dos pacientes. O rosto é o local mais agressivo, já que a infecção pode atingir os olhos, comprometendo a visão, e atém mesmo o cérebro, podendo levar o paciente a óbito.

Fungo negro

A mucormicose é uma doença rara causada pela exposição a mofo mucoso que é comumente encontrado no solo, plantas, esterco, frutas e vegetais em decomposição. O fungo está presente em praticamente todos os lugares do mundo, mas dificilmente causa complicações. Além da Covid-19, outros fatores podem influenciar na infecção pelo patógeno, como diabetes, ser portador de doenças onco-hematológicas (como a leucemia) e até mesmo fazer uso de corticoides em doses elevadas. 

Em entrevista recente ao Olhar Digital, Marcelo Simão, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), explicou que são baixas as chances do Brasil sofrer com o “fungo negro” da mesma forma que a Índia.

“Aparece bastante também em quem faz tratamento para leucemia, diabéticos, transplantados. No geral, em pessoas com sistema imunológico mais fraco. As drogas para combater a Covid-19, a internação, tudo isso favorece o surgimento do fungo”, disse.

“Foi realmente uma surpresa que esse fungo esteja se espalhando dessa maneira na Índia. Mas parece ser algo particularmente de lá, que sempre teve muitos casos de mucormicose. Não acho que o Brasil corra algum risco desse tipo“, completou o especialista.


Olhar Digital

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