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24 abril 2021

Crimes e criminosos: “Agora é oficial. No Brasil o crime compensa”

A frase do título - “Agora é oficial. No Brasil o crime compensa” - é do Deputado Marcos Feliciano – após o STF confirmar a “suspeição” de Sérgio Moro.

Al Capone, Crowley - o “Two Gun”, Dutch Schultz são famosos salteadores que viveram nos Estados Unidos, Pablo Escobar viveu na Colômbia e Lula, ainda vivo, mora no Brasil.

O que os conecta não são os crimes praticados, mas a ideia de que são benfeitores da humanidade. Que seus atos foram uma pratica caridosa e gentil e favoreceram aos despossuídos da terra.

Alphonse Gabriel "Al Capone” foi um “homem de negócios” que liderou um grupo criminoso que administrava diversas atividades ilegais, como apostas, agiotagem, prostituição e, principalmente, comércio e contrabando de bebidas durante a era da lei Seca, que vigorou nos Estados Unidos nas décadas de 1920 e 1930.

Apesar de suas extensas atividades criminosas, Capone conseguiu fugir das autoridades por muitos anos, devido a corrupção e ao controle que exercia sobre os agentes policiais e sobre os juízes.

Somente em 1931 é que ele foi encarcerado por evasão fiscal e condenado a onze anos de prisão. Na cadeia, sua saúde foi se deteriorando, devido a sífilis e após oito anos atrás das grades, foi solto. Capone faleceu em janeiro de 1947, após uma parada cardíaca.

Francis "Two Gun" Crowley” foi um homicida americano e delinquente de carreira. Sua onda de crimes durou quase três meses, terminando em um tiroteio de duas horas contra agentes do Departamento de Polícia de Nova York em maio de 1931, assistido por 10.000 espectadores. Preso, foi julgado em menos de três semanas por seus crimes. Foi condenado a morte e executado na cadeira elétrica em 21 de janeiro de 1932.

O holandês Schultz, cujo o verdadeiro nome era Arthur Simon Flegenheimer, foi um mafioso americano. Morando na cidade de Nova York nas décadas de 1920 e 1930, ele fez fortuna em atividades relacionadas ao crime organizado incluindo contrabando, tráfico e evasão fiscal.

Pablo Emilio Escobar Gaviria, atuou na Colômbia, narcotraficante, conquistou fama mundial como "o senhor da droga” e o título de “D. Pablo”, tornando-se um dos homens mais ricos do mundo graças ao tráfico de cocaína para os Estados Unidos e outros países.

“Membros dos governos norte-americano e colombiano, repórteres de jornais e o público em geral o consideram o mais brutal, impiedoso, ambicioso e poderoso traficante da história”.

Luiz Inácio da Silva, mais conhecido como Lula, de origem pobre, é um político, ex-sindicalista, ex-metalúrgico, brasileiro, principal fundador do Partido dos Trabalhadores (PT), foi o 35º presidente do Brasil, tendo exercido o cargo de 1º de janeiro de 2003 a 1º de janeiro de 2011.

Foi acusado de liderar a quadrilha do Petrolão, segundo denúncia do MPF, causando um prejuízo de bilhões ao país, foi condenado em 1ª instância pelo ex-juiz Sergio Moro; em 2ª instância por três desembargadores; e no STJ por cinco ministros.

Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), para o espanto dos brasileiros decentes, anulou todos os processos a que Lula respondia na 13ª Vara Federal de Curitiba, e o ex-presidente se safou das condenações que o impediam de ser candidato em eleições.

“Mas os processos anulados por Fachin não são os únicos em que o petista era réu. Ele ainda responde a três processos na Justiça Federal de Brasília e também é réu em uma ação na Justiça de São Paulo. Não há perspectiva de sentenças a curto prazo em nenhum desses processos, o que torna improvável que algum deles converta Lula em inelegível para as eleições de 2022”.

Segundo Rodrigo Janot, ex-Procurador Geral da República, o esquema desenvolvido pelo grupo de petistas denunciados chega a 1 bilhão e 485 milhões de reais, além de ter contribuído para que o PP desviasse 391 milhões, o PMDB do Senado, 864 milhões, e o PMDB da Câmara, 350 milhões.

“Os crimes praticados pela organização geraram prejuízo também aos cofres públicos. Nesse sentido, só no âmbito da Petrobras, o prejuízo gerado foi de, ao menos, 29 bilhões de reais, conforme expressamente reconhecido pelo Tribunal de Contas da União.”

É o maior assalto já perpetrado contra uma nação na face da terra.

Quando Crowley foi capturado, o comissário de polícia Mulrooney declarou que o celerado “Two Gun” era um dos elementos mais perigosos na história do crime em Nova York. “Ele matará”, disse o comissário, “no cair de uma pena”.

Mas como Crowley se considerava a si mesmo?

Em uma carta ele disse:

“Debaixo do meu casaco há um coração fatigado, mas bondoso, um coração incapaz de fazer mal a qualquer pessoa”.

Ao chegar à câmara da morte, na prisão de Sing-Sing, teria ele exclamado:

“Isto é o que consegui por matar pessoas”?

Em absoluto.

Ele disse:

“É o que consegui por defender-me”.

Ele não se culpava por coisa alguma.

Al Capone, o inimigo Público Número Um da América do Norte, o mais sinistro chefe de gangsters que já apareceu em Chicago, segue a mesma linha, Capone não se condena. Julga-se um benfeitor público, um benfeitor público mal apreciado e mal compreendido. Um coração enorme e bondoso. Disse ele:

“Passei os melhores anos da minha vida proporcionando os mais verdadeiros prazeres ao povo, ajudando-o a divertir-se, e tudo o que consegui com este meu gesto foi insultos e a existência de um homem caçado”.

E o mesmo fez Dutch Schultz, um dos mais notáveis larápios de Nova York, declarou numa entrevista aos jornais que ele era um benfeitor público. E acreditava nisto.

Pablo Escobar também cultivou a simpatia popular com o dinheiro fácil da droga. Fez de tudo um pouco para se firmar como líder populista. Construiu 300 casas populares, espalhou quadras de basquete, vôlei e até uma pista de patinação na periferia de Medellín. Aficionado pelo futebol, sustentava a equipe do Nacional, campeão da Taça Libertadores da América. Chegou a ser eleito suplente de deputado. Ganhou o título de “Don Pablo, o bom” e o apelido de “Robin Hood das massas”.

Disse ele:

"Às vezes me sinto como Deus. Se eu disser que um homem morre, ele morre no mesmo dia."

Afirmava ainda:

“Todo mundo tem um preço, o importante é descobrir qual é o valor.”

E finalizava:

“Porque, se metade do mundo quer me matar, nós contratamos a outra metade do mundo para me defender”.

Lula, ainda vivo, agora é um ex-tudo: ex-presidente, ex-presidiário, ex-corrupto e ex-lavador de dinheiro. Tramou com seus advogados, perante 11 juízes do Supremo, dos quais 7 foram nomeados por ele e por Dilma, uma narrativa fantasiosa que parece não haver culpados da roubalheira efetuada.

Na vida real o Partido criado por Lula e seus aliados, “tornou-se perito em defender e proteger criminosos, apoiar e financiar ditadores e ditaduras, roubar dinheiro público e arruinar contas de cidades e estados (e do país!)”.

Diferente dos outros delinquentes, Lula e seus aliados cooptaram os meios de comunicação e disseminam através deles mentiras e mais mentiras. Mentiras a rodo. A mídia cooptada transforma essas mentiras em coisas espetaculares.

Afirmou Lula em 2016, ao responder denúncias de envolvimento dele em esquemas de corrupção:

“Se tem uma coisa de que me orgulho e que não baixo a cabeça para ninguém é que não tem nesse país uma viva alma mais honesta do que eu. Nem dentro da Polícia Federal, do Ministério Público, da Igreja Católica, da Igreja Evangélica, nem dentro o sindicato. Pode ter igual, mas eu duvido”.

Disse ainda:

“Eu e Palocci somos unha e carne. Tenho total confiança nele”.

Preso, Palloci, seu braço direito, em delação premiada homologada pelo STF, entregou todo esquema: confessou propinas entre 2002 e 2014 de quase R$ 300 milhões, apenas para campanhas.

Significa que o PT venceu todas as eleições de forma fraudulenta, financiado por dinheiro sujo.

Além disso, tanto Palocci como Marcelo Odebrecht confessaram que outros 300 milhões de reais foram depositados em uma conta corrente apelidada de “amigo”, para uso pessoal de Lula e Dilma.

Os ‘inocentes e honestos”, presos, firmaram delações e acordos e já devolveram mais de R$ 4 bilhões que haviam surrupiado dos cofres da nação. Outros 10 bilhões ainda devem ser devolvidos às autoridades.

Fica a pergunta: Se todos são inocentes e nunca assaltaram os cofres públicos, por que devolveram essa quantia fabulosa?

Al Capone, Crowley, Dutch Schultz, Pablo Escobar e Lula não se consideram pessoas ruins, malvadas, perversas. Ao contrário, consideram-se mais humanos que você e eu. Por isso justificam e explicam seus atos.

Não interessa se é por uma forma de raciocínio falso. Interessa justificar suas ações e defender a humanidade e a bondade que acreditam possuir sustentando com arrogância que não deviam estar ou ser presos. Os fatos contradizem suas narrativas.

O presente texto baseou-se em arquivos de reportagens das revistas Veja, Isto é, Época, nos jornais Folha, Estadão, Globo, Gazeta do Povo e nos livros “Como Fazer amigos e Influenciar Pessoas” de Dale Carnegie e “Grandes Pensadores” e no site da Wikipedia. Tem o objetivo de não deixar a história verdadeira ser apagada por narrativas fantasiosas e canetadas de Ministros do Supremo ou de quem quer que seja.

Por Carlos Sampaio

Professor. Pós-graduação em “Língua Portuguesa com Ênfase em Produção Textual”. Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

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