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16 março 2021

Felipe Neto é intimado a depor por chamar Bolsonaro de 'genocida'

A Polícia Civil do Rio de Janeiro intimou o youtuber Felipe Neto a depor por suposto crime previsto na Lei de Segurança Nacional. O infuenciador digital afirmou que a convocação veio depois que ele, numa rede social, chamou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de "genocida", no contexto de gestão federal da pandemia de Covid-19.

Nesta segunda-feira (15), Felipe postou uma foto com a reprodução do documento em que é intimado pelo delegado Felipe Sartori, titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI). No ano passado, Sartori já havia indiciado o influenciador digital por corrupção de menores.

"Trouxeram intimação para que eu compareça e responda por crime contra a segurança nacional, porque chamei Jair Bolsonaro de genocida. Carlos Bolsonaro foi no mesmo delegado que me indiciou por 'corrupção de menores'", escreveu Felipe, citando o vereador carioca e filho do presidente.

Felipe também rebateu o que classificou como "clara tentativa de silenciamento" por intimidação.

"Eles querem que eu tenha medo, que eu tema o poder dos governantes. Já disse e repito: um governo deve temer seu povo, nunca o contrário. Carlos Bolsonaro, você não me assusta com seu autoritarismo", continuou o youtuber.

O influenciador também defendeu o termo "genocida" dizendo que há "nítida ausência de política de saúde pública no meio da pandemia", o que, de acordo com ele, "contribuiu diretamente para milhares de mortes de brasileiros".

Ao G1, o delegado confirmou que o youtuber foi intimado e que o pedido partiu de Carlos Bolsonaro.

"Foi uma petição pedindo a instalação do procedimento porque parece que o Felipe Neto teria chamado o presidente de genocida, e aí se enquadraria nessa Lei de Segurança Nacional, conforme o entendimento mais recente no STF (...) A petição, quem fez o pedido da investigação, foi o Carlos Bolsonaro, mas a vítima é o pai dele, o presidente ", explicou Sartori.

O delegado citou, ainda, um outro procedimento no STF que caracterizaria como crime ofender "certas autoridades no país".

"E tá lá, especificamente, ofender o presidente da República. Então, tem o enquadramento na Lei de Segurança Nacional esse crime, quando você ofende o presidente da República, que é o caso que foi investigado. No caso, nós fazemos o registro, colocamos a capitulação e a Justiça é que vai ver se há esse crime de ofensa ao presidente, como um ataque à segurança nacional, ou se entende que não há isso e ficaria num crime contra a honra comum, do Código Penal. Essa avaliação só o juiz que vai poder dizer", completou.

Em nota, a Polícia Civil também informou que o comunicado foi feito pelo vereador Carlos Bolsonaro. A pasta acrescentou que, depois de intimado e ouvido, o caso será encaminhado à Justiça.

O G1 tenta entrar em contato com o vereador, mas não conseguiu até a última atualização desta reportagem.

A assessoria de imprensa de Felipe Neto afirmou que a equipe jurídica dele "está ciente do ocorrido e já está adotando todas as medidas cabíveis para cessar mais uma tentativa de silenciamento, fruto de uma clara perseguição da extrema-direita, obviamente desesperada pela ascendente perda de popularidade". 



G1

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