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Operação Recidiva: escritório de contabilidade integraria esquema de desvio de recursos públicos na Paraíba

O escritório de contabilidade que foi alvo da Operação Recidiva nesta terça-feira (15) faria lobby ilícito, voltado à captação de recursos do Governo Federal, de modo a viabilizar os esquemas de desvios de recursos públicos nos municípios. É o que aponta o pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF) para os mandados de busca e apreensão cumpridos nesta terça.

O escritório da empresa Iramilton Sátiro da Nóbrega atendia diversas prefeituras e órgãos públicos na Paraíba.

De acordo com o relatório do MPF, até mesmo os procedimentos licitatórios, que deveriam ser feitos pelas próprias prefeituras, seriam gestados no escritório, especialmente por meio da elaboração de editais com cláusulas que direcionavam a concorrência para empresas parceiras.

Outra hipótese investigativa é de que os serviços prestados por Iramilton seriam apenas uma fase de um esquema maior de desvio de recursos públicos, utilizando-se projetos defeituosos ou superfaturados.

Há também a hipótese investigativa (não excludente) de que Iramilton Sátiro seria remunerado pela elaboração de projetos inexistentes ou incompatíveis em complexidade com o valor recebido.

Para a investigação de todas essas hipóteses foi o que MPF solicitou mandados de busca e apreensão para o escritório e residência de Iramilton, além da Easyweb Soluções Internet, empresa que criou o sistema de gerenciamento utilizado no escritório de Iramilton, e que pertence a um primo da esposa de Iramilton.

No cumprimento dos mandados, a Polícia Federal deve apreender celulares, tablets, pendrives, computadores, CDs, entre outros.

Confira o processo ao qual o ClickPB teve acesso:



Por Bárbara Wanderley

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