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Operação Lava Jato na Paraíba mira assessores de Vital do Rêgo, diretor do Sebrae e até casa lotérica


A Operação Ombro a Ombro, desdobramento da Operação Lava Jato deflagrado nesta terça-feira (25), investiga diversos alvos ligados ao ministro do Tribunal de Contas da União e ex-senador, Vital do Rêgo Filho.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal aponta que Vitalzinho teria recebido R$ 3 milhões de propina com o pagamento feito de pelo menos duas formas diferentes: a celebração de contratos fictícios pela OAS com a empresa Câmara e Vasconcelos para a entrega de R$ 2 milhões em espécie, em benefício de Vital do Rêgo; e a celebração de contrato superfaturado pela empreiteira com uma construtora, que teria repassado R$ 1 milhão ao ex-Senador. Os ajustes e pagamentos teriam ocorrido durante o ano de 2014.

Os recursos teriam sido recebidos pelos intermediários Alex Antônio Azevedo Cruz, Alexandre Costa de Almeida e Dimitri Chaves Gomes Luna, todos diretamente ligados a Vital do Rêgo. 

Há provas de que Alexandre Costa de Almeida recebeu o dinheiro em diferentes ocasiões, no Shopping Center Recife, em Recife (PE), e no aeroclube de João Pessoa, na Paraíba. Outro repasse teria sido feito a Alex Antônio Azevedo Cruz, em um restaurante na rodovia entre as cidades de Goiana (PE) e João Pessoa. A última entrega foi realizada a Dimitri Chaves Gomes Luna e Alexandre Costa de Almeida em uma rodovia entre os municípios de Gravatá e Bezerros, em Pernambuco.

Atualmente, Alexandre Costa de Almeida é servidor público no Tribunal de Contas da União e está lotado no gabinete de Vital do Rêgo Filho, hoje Ministro do TCU.

Já os recursos transferidos à Construtora teriam sido repassados posteriormente à Casa Lotérica Tambaú, em João Pessoa. A lotérica repassaria então os valores a Alex Antônio Azevedo Cruz e a Dimitri Chaves Gomes Luna, em benefício de Vital do Rêgo Filho.

Mandado cumprido no Sebrae - A operação também cumpriu um mandado no gabinete do diretor do Sebrae Paraíba, Neto Franca. Evidências apontam que ele, quando era assessor de Vitalzinho, teria agido como intermediário na prática de atos de lavagem de dinheiro.

Em nota, o Sebrae Paraíba declarou que a instituição não tem relação com as investigações que estão sendo feitas, mantendo sua missão de oferecer soluções de fácil acesso e gestão aos pequenos negócios com excelência e transparência na aplicação de seus recursos.


Clickpb

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