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quinta-feira, 28 de maio de 2020

Caso Priscila: Mensagens para ex revelam que delegado temia modelo

Policiais civis voltaram nesta quarta-feira (27) ao apartamento do delegado Paulo Bilynskyj, em São Bernardo do Campo, onde a modelo Priscila Bairros morreu com um tiro no peito no último dia 20, e ele foi ferido com seis tiros. 
Priscila morreu com um tiro no peito e polícia investiga se foi suicídio ou feminicídio. Troca de mensagens entre Bilynskyj e a ex-namorada na véspera do crime revela que ele estava preocupado com o comportamento da modelo.

O delegado responsável pelo caso e os peritos levaram duas armas que pertencem a Bilynskyj e ficaram durante duas horas dentro do apartamento dele.

Os investigadores não quiseram dizer o motivo da nova perícia no imóvel, mas chamou a atenção o fato de usarem duas armas quando, na versão de Bilyinskyj, a modelo usou apenas uma pistola para atingi-lo e depois se matar.

Até agora cinco testemunhas foram ouvidas.

O Jornal da Record teve acesso, com exclusividade, ao inquérito policial do caso. Nas 53 páginas do documentos estão informações reveladoras, como a troca de mensagens entre delegado e uma ex-namorada momentos  antes dos disparos.

A conversa entre Paulo Bilinsky e uma amiga começou às 21h15 da véspera do crime, quando o delegado revela que terminou o relacionamento com a modelo e que está com medo dela fazer algo errado.

Ele escreve que a preocupação é priscila pegar uma arma dele e diz que modelo esta chorando muito.

Às 21h18 a ex-namorada  escreve que não conseguiria dormir com uma pessoa assim ao lado dela, com tantas armas ali. Paulo Bilinsky responde dizendo que está preocupado.

Às 21h29 o delegado diz que Priscila vai para um hotel.

Depois, às 23h15, diz que ela iria passar a noite no apartamento mesmo.

Às 23h18 ele diz que vai dormir no quarto de hóspedes e que as armas estão com ele. A ex-namorada pede pra ele trancar a porta.

A conversa é retomada de manhã cedo, às 6h22. O delegado diz que a modelo ainda está desesperada e que ela acha que está grávida.

Às 8h09 ele manda a última mensagem antes dos tiros serem ouvidos pelos vizinhos. E diz: "O que eu faço?"

O advogado da família da modelo chama a atenção para o fato de as mensagens parecerem antecipar o desfecho.

"Parece estranho, mas o que eles conversaram no dia anterior, à noite, acabou ocorrendo no outro dia de manhã. Ou seja, a possibilidade dele atentar contra a vida dele, a vida dela", diz.


Thaís Furlan, da Record TV

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