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quinta-feira, 22 de agosto de 2019

PF investiga pagamento de propina da Odebrecht a ex-ministros

A PF (Polícia Federal) iniciou na manhã desta quarta-feira (21) a 63ª fase da operação Lava Jato, que investiga pagamento de propina a dois ex-ministros de governos do PT (Partido dos Trabalhadores) por parte da Odebrecht. Os envolvidos eram identificados como “Italiano” e “Pós-Itália”.

Em depoimentos, executivos da Odebrecht disseram que o codinome "Italiano" se referia a Antônio Palocci e "Pós-Itália" a Guido Mantega.


As autoridades cumprem dois mandados de prisão temporária e 11 de busca e apreensão em São Paulo e na Bahia. Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba-PR. 

Além dos mandados, a Justiça também determinou o bloqueio de ativos financeiros dos investigados no valor de R$ 555 milhões.

Segundo o MPF (Ministério Público Federal) no Paraná, os investigados são Maurício Ferro e Nilton Serson. Bernardo Gradin, ex-presidente da Brasken, também é alvo de buscas.

Mauricio Ferro, Bernardo Gradin e Newton de Souza foram denunciados pela prática dos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro, ao passo que Guido Mantega foi denunciado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e Antônio Palocci pelo crime de corrupção passiva.

Palocci e Mantega teriam agido para favorecer os interesses da Brasken. Mantega teria pedido a Marcelo Odebrecht o pagamento de propina no valor de R$ 50 milhões como contrapartida para a edição de MPs.

"O pedido foi aceito por Marcelo Odebrecht e pago pela Braskem, por meio do Setor de Operações Estruturadas, contabilizando-se o valor de propina na planilha Pós Itália. Esta era uma espécie de contabilidade informal de propina da relação ilícita mantida entre a Odebrecht e Mantega, criada como continuação da Planilha Italiano, referente à relação ilícita que era mantida entre a Odebrecht e Palocci", diz o MPF.

Os suspeitos presos serão levados para a sede da PF em São Paulo, e depois para a para a Superintendência do Paraná, onde serão interrogados.

A PF afirma que os valores da propina eram anotados em uma planilha chamada de "Programa Especial Italiano". O pagamento seria realizado em troca de aprovação de MPs (medidas provisórias) que instituiriam um novo refinanciamento de dívidas fiscais e permitiriam a utilização de prejuízos fiscais das empresas como forma de pagamento. 

Segundo as autoridades, "há indicativos de que parte dos valores indevidos teria sido entregue a um casal de publicitários como forma de dissimulação da origem do dinheiro".

A operação foi batizada de Carbonara Chimica. O R7 tenta contato com a defesa dos citados. 



Por Giuliana Saringer, do R7

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