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sábado, 24 de agosto de 2019

Macron posta informações erradas sobre Amazônia e cai no ridículo no Twitter

O presidente da França, Emmanuel Jean-Michel Frédéric Macron, fez um postagem ontem (22/8) na conta dele no Twitter, afirmando que a Amazônia está em chamas e atribuiu uma imagem feita em 1989 no Rio Grande do Sul.

“Nossa casa está queimando. Literalmente. A floresta amazônica – os pulmões que produzem 20% do oxigênio do nosso planeta – está em chamas.
É uma crise internacional. Membros da Cimeira do G7, vamos discutir esta primeira ordem de emergência em dois dias! #ActForTheAmazon“, disse o extremamente mal informado presidente francês.

Macron não tem culpa de não saber que o Rio Grande do Sul fica na região sul do país, nem que a Amazônia fica na região norte, no estado do Amazonas, e muito menos que estamos em 2019, um errinho de 30 anos apenas.

O que ele tem obrigação de saber, por outro lado é que a Amazônia NÃO É o pulmão do mundo, isso é um mito que já foi derrubado: os chamados “pulmões do mundo“, na realidade estão nos oceanos.

Dizer que a “Amazônia é o pulmão do mundo” é um clichê errado que teve origem num cálculo sobre a alta produção de oxigênio na fotossíntese das grandes árvores da floresta. Porém, as árvores adultas consomem sozinhas a mesma quantidade de oxigênio que produzem na fotossíntese. O oxigênio gerado portanto, é pouco.

A verdade é que 55% do oxigênio produzido no planeta, ou seja, mais da metade, é gerado pelas algas marinhas, que estão nos oceanos.

Falando em pulmões do planeta…
A propósito, a França realizou testes nucleares no Oceano Pacífico até janeiro de 1996, quando fez seu ultimo teste nuclear e assinou o Tratado de Proibição Completa dos Testes Nucleares (CTBT).

Foram um total de 193 testes nucleares realizados pelo país que produziram 3.200 toneladas de material radioativo de diferentes tipos, produto pelas explosões nucleares entre 1966 e 1996.

Um estudo feito em 1998 revelou que parte desse depósito de resíduos poluentes se encontra no fundo do oceano Pacífico, em até 1.000 metros de profundidade.

Em 2014, um documento desclassificado pelo Departamento de Defesa francês indicou que algumas ilhas foram atingidas por uma quantidade de radioatividade muito maior do que a prevista.

Taiti, a ilha mais povoada da Polinésia, cuja população triplicou durante os anos de testes nucleares, de 50 mil habitantes para mais de 150 mil, foi exposta a níveis de radiação 500 vezes maiores que o máximo recomendado.

Em 2006 uma equipe de médicos franceses calculou que os casos de câncer aumentaram por culpa dos testes nucleares. Apesar do encerramento dos testes há mais de duas décadas, cientistas e pesquisadores ainda em 2006 se recusavam a ir aos locais onde as experiências ocorreram, por isso os estudos sobre a proliferação de resíduos e níveis de contaminação permaneceram incompletos.

A região que sofreu com os testes nucleares pretendia reivindicar um pagamento de US$ 930 milhões pelo prejuízo causado.

O Legislativo polinésio pretendia ainda somar US$ 132 milhões, pela ocupação dos atóis, que permaneciam sob o controle das Forças Armadas francesas.

O governo francês de crimes contra a humanidade, Oscar Temaru, líder do partido Tavini Huiraatira, ameaçou levar a resolução para as Nações Unidas.

Em 24 de agosto de 1968, a França detonou a primeira bomba de hidrogênio com uma carga de 2,6 megatons em Fangataufa e a última etapa de testes nucleares começou em 1995, que terminou em janeiro em 1996.

Paris e Papeete negociaram no final de 1996 um pagamento anual de US$ 150 milhões para apoiar a economia da comunidade oceânica.

Confira o tuíte do atual presidente da França:

Our house is burning. Literally. The Amazon rain forest - the lungs which produces 20% of our planet’s oxygen - is on fire. It is an international crisis. Members of the G7 Summit, let's discuss this emergency first order in two days!
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