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06 agosto 2021

“Não dá para continuar com um ministro ditatorial", diz Bolsonaro sobre Moraes



Em Live, o presidente Jair Bolsonaro, disse; "A hora dele vai chegar, fazendo referencia ao ministro Alexandre de Moraes, porque está jogando fora das quatro linhas da Constituição há muito tempo." 

"Não pretendo sair das quatro linhas para questionar essas autoridades, mas acredito que o momento está chegando", disse o presidente. "Não dá para continuarmos com ministro arbitrário, ditatorial", completou ele em entrevista à Rádio 93 FM, na cidade do Rio de Janeiro.

Bolsonaro foi incluído na quarta-feira (4) como investigado no inquérito das fake news, relatado por Moraes. O presidente disse que o ministro é "a própria mentira dentro do STF".


Após as falas, Moraes respondeu a Bolsonaro, em mensagem publicada nas redes sociais.


"Ameaças vazias e agressões covardes não afastarão o Supremo Tribunal Federal de exercer, com respeito e serenidade, sua missão constitucional de defesa e manutenção da Democracia e do Estado de Direito", disse o ministro.

O presidente direcionou a sua fala para o presidente do TSE, Luís Barroso, que se opõe à proposta de adoção do voto impresso auditavel, bandeira prioritária de Bolsonaro.


Em outro trecho da entrevista, Bolsonaro disse que está disposto a participar de protesto "daqui a dois ou três domingos", na avenida Paulista, sobre voto impresso auditavel.


Na noite de quarta (4), em nova escalada na crise institucional aberta com o Judiciário, Bolsonaro disse, que o "antídoto" diante da investigação contra ele não está "dentro das quatro linhas da Constituição".


"Ainda mais um inquérito que nasce sem qualquer embasamento jurídico, não pode começar por ele [pelo ST]. Ele abre, apura e pune? Sem comentário. Está dentro das quatro linhas da Constituição? Não está, então o antídoto para isso também não é dentro das quatro linhas da Constituição", disse Bolsonaro em entrevista à rádio Jovem Pan.


O presidente ainda não detalhou qual medida fora da Constituição está disposto a tomar e como pretende reagir às ações do relator do inquérito das fake news.


"Moraes acusa todo mundo de tudo. Bota como réu do seu inquérito, sem qualquer base jurídica, para fazer ações intimidatórias", disse Bolsonaro.


Nesta quinta, o presidente também voltou a afirmar que o próprio TSE reconheceu que um hacker invadiu o seu sistema em 2018. Em nota, o tribunal disse que o episódio não representou qualquer risco às eleições.


Segundo o presidente, a Polícia Federal vai "obviamente acelerar a tomagem de depoimentos" nesta investigação para chegar a um "parecer final". "Mas a conclusão está feita. O próprio TSE falou que a urna é vulnerável", disse o presidente.


Com o retorno dos direitos políticos de Lula, o possível embate entre o petista e Bolsonaro nas próximas eleições deverá alterar o tabuleiro de presidenciáveis. O presidente Jair Bolsonaro deverá disputar a reeleição em 2022. Ele ainda não escolheu por qual partido irá se candidatar. Lula, se tiver os direitos políticos mantidos até a eleição de 2022, deverá ser candidato pelo PT. Ciro Gomes, um dos possíveis candidatos em 2022. Ele disputou a última eleição pelo PDT.

 

O Governador do Estado de São Paulo João Doria está entre os possíveis candidatos para 2022 Governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite é cotado para disputar as prévias do PSDB que definirão quem será o candidato do partido ao Planalto Luiz Henrique Mandetta admitiu que pode concorrer em 2022. O ex-ministro da saúde de Bolsonaro disse que estará em praça pública participando 'ativamente' das eleições Com o retorno dos direitos políticos de Lula.


Entretanto, a situação jurídica de Lula ainda pode sofrer alterações até a data do pleito e Fernando Haddad seria o favorito a ocupar o espaço principal de uma chapa do PT  Atual governador do Maranhão, Flávio Dino está entre os presidenciáveis da próxima eleição. Senador Tasso Jereissati deverá disputar as prévias do PSDB para ser candidato do partido ao Planalto Deputado federal, Glauber Braga (PSOL-RJ) foi lançado por uma ala do PSOL


"Olha, o que é a ditadura da toga. O que dois ministros estão fazendo no STF. Barroso e Alexandre de Moraes. Vão me investigar. Será que vão dar uma sentença, fazer busca e apreensão no Alvorada? O que fazem com o povo comum aí. Será que vão fazer isso? Vão mandar quem aqui? A PF ou as Forças Armadas, baseado no quê?", disse o presidente.


A Folha recebeu, na semana passada, o inquérito citado na entrevista e consultou diversos especialistas e uma pessoa envolvida na investigação, que foram unânimes: o inquérito não conclui que houve fraude no sistema eleitoral em 2018 ou que poderia ter havido adulteração dos resultados, ao contrário do que disse o presidente da Republica.


Em nota à imprensa, na madrugada desta quinta (5), o TSE disse, em referência ao inquérito da Polícia Federal que apura ataque ao seu sistema interno em 2018, que o episódio foi divulgado na época em vários veículos de comunicação e não representou qualquer risco à integridade das eleições. 


"Isso porque o código-fonte dos programas utilizados passa por sucessivas verificações e testes, aptos a identificar qualquer alteração ou manipulação. Nada de anormal ocorreu", afirma a nota.


O TSE diz também que o código-fonte é acessível aos partidos políticos, à OAB, à Polícia Federal e a outras entidades que participam do processo. "Uma vez assinado digitalmente e lacrado, não existe a possibilidade de adulteração. O programa simplesmente não roda se vier a ser modificado", diz o tribunal.


Na nota, o TSE reafirma que as urnas eletrônicas não entram na rede. "Por não serem conectadas à internet, não são passíveis de acesso remoto, o que impede qualquer tipo de interferência externa no processo de votação e de apuração".


"O próprio TSE encaminhou à Polícia Federal as informações necessárias à apuração dos fatos e prestou as informações disponíveis. A investigação corre de forma sigilosa e nunca se comunicou ao TSE qualquer elemento indicativo de fraude", aponta o tribunal na nota à imprensa.


Segundo o TSE, de 2018 para cá novas camadas de proteção foram incluídas no cenário mundial de cibersegurança, o que aumenta a segurança dos sistemas informatizados.


"Por fim, e mais importante que tudo, o TSE informa que os sistemas usados nas eleições de 2018 estão disponíveis na sala-cofre para os interessados, que podem analisar tanto o código-fonte quanto os sistemas lacrados e constatar que tudo transcorreu com precisão e lisura", finaliza a nota.


Na tarde desta quinta, em evento no Palácio do Planalto, Bolsonaro voltou a enviar recados e disse se considerar "o médico da liberdade do Brasil".


"Hoje eu me considero o médico da liberdade do Brasil. O que a nossa nação passa —os interesses internos e externos no destino dessa pátria— faz com que, além dos deveres diários que tenho para com a nação, eu tenho que pensar nessas pessoas que desejam a cadeira do poder por ambição", disse.


O presidente também citou um trecho da canção do Exército, em outro recado velado.


"A paz queremos com fervor, a guerra só nos causa dor. Porém, se a pátria for um dia ultrajada, lutaremos sem temor", disse.


"Tudo farei, prezado [ministro] Braga Netto, para garantir, com todo respeito aos médicos, um bem mais sagrado que a própria vida, que é a nossa liberdade".



Da Redação com Folha de São Paulo

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