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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Preso último foragido no caso da morte de Higor Natan, que tem familiares em Conceição

Um homem foi preso na manhã desta quarta-feira (31), em Campina Grande, suspeito de participar do assassinato do estudante universitário Higor Natan Norges, em outubro de 2014. Havyd José Pereira Lins foi preso no balcão da loja onde estava trabalhando, na Avenida Assis Chateaubriand, no bairro Jardim Paulistano.

O universitário, de 21 anos, morreu no dia 7 de outubro de 2014 após ser baleado duas vezes no momento em que chegava no condomínio em que residia, no bairro dos Bancários, na Zona Sul de João Pessoa. Segundo informações levantadas pela Polícia Militar, pouco depois do assassinato, dois homens em uma motocicleta teriam abordado a vítima e atirado duas vezes contra o jovem.
Os tiros atingiram o pescoço do universitário que morreu no local antes de receber atendimento médico.

A Polícia Militar tinha recebido informações de que o acusado estava em Campina Grande, realizou levantamentos sobre ele durante os últimos 30 dias e cumpriu, nesta quarta-feira, o mandando de prisão preventiva expedido pelo 2º Tribunal do Júri da capital.

Havyd José era o último foragido do caso. A delegacia de homicídios de João Pessoa que investigou o crime, apontou que a morte foi uma execução e não latrocínio (roubo seguido de morte). O assassinato teria sido motivado por um relacionamento ocorrido entre um dos suspeitos e a namorada da vítima, conforme informou na época o delegado Reinaldo Nóbrega, responsável pelas investigações.


Entenda o caso
Em entrevista, o pai da vítima, Édson Borges, disse que o filho era um rapaz comprometido com o trabalho, universidade e que planejava se casar. Dias depois, a Polícia Civil descartou a possibilidade de latrocínio (roubo seguido de morte) da linha de investigação, no caso do estudante. O responsável pela investigação do crime, o delegado Reinaldo Nóbrega, revelou na sexta-feira 10 de outubro de 2014, que o crime foi uma execução.


Um dos acusado de matar o universitário foi preso no dia 7 de novembro de 2014 na cidade de Patos, no Sertão. A prisão foi realizada por agentes da Delegacia de Crimes contra Pessoa, a Homicídios, da capital e Rafael Nunes Monteiro, na época suspeito do crime, foi apresentado na Central de Polícia da capital, ainda na tarde da sexta-feira (7) e o delegado responsável pelas investigações do caso, Reinaldo Nóbrega, concedeu uma coletiva de imprensa, onde esclareceu que o assassinato do universitário pode ter sido um crime interpessoal, ou seja, motivado por um relacionamento ocorrido entre o suspeito do crime e a namorada da vítima.

No dia 06 de abril de 2015 foi realizada a primeira Audiência de Instrução do caso no Fórum Criminal de João Pessoa. Na audiência, que durou mais de duas horas, foram ouvidas quatro testemunhas de acusação e quatro testemunhas de defesa. Na época, Rafael Nunes negou envolvimento no crime e disse que estava em casa no dia do assassinato. O Ministério Público alegou que havia indícios de autoria do assassinato por parte de Rafael.

"Como o Ministério Público rogou nas alegações finais a pronúncia do acusado para que ele seja julgado pelo plenário júri, já que sete cidadãos, homens e mulheres de bem julgarem o acusado, se cometeu ou não cometeu [o crime]. Na ótica do Ministério Público não há dúvidas quanto a culpabilidade do acusado", disse o promotor do Mistério Público Márcio Gondim. No dia 12 de fevereiro de 2016, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba determinou a soltura de Rafael Nunes Monteiro. 


G1

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