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quarta-feira, 2 de maio de 2018

‘O prazer meu é de morrer trabalhando’, diz agricultor de 105 anos que comemora colheita após chuvas no Sertão da Paraíba

As mãos calejadas, a pele enrugada e o corpo encurvado são marcas de vários anos dedicados ao trabalho árduo com a enxada. Aos 105 anos, o agricultor Joaquim Aparecido, ainda lúcido, não abdicou do trabalho no campo e segue firme no ofício para o qual dedicou a maior parte da sua vida. 

Mesmo depois de se aposentar, ele não conseguiu largar de vez o trabalho na roça e esbanja felicidade ao ver que as chuvas registradas no Sertão da Paraíba nos últimos meses estão fazendo com que ele colha o que plantou.


Ele, que é analfabeto, mora no distrito de São Gonçalo, município de Sousa, e conta que desde rapaz começou a se dedicar ao trabalho no campo, de onde adquiriu boa parte de sua sabedoria. Com o passar do tempo, Joaquim Aparecido conseguiu um trabalho como auxiliar de serviços gerais no Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), chegando, inclusive, a participar da construção de açudes da região. Mas sempre que tinha um tempo livre, era para o roçado que ele ia, afinal, plantar e colher sempre foi um dos maiores prazeres da vida dele.

Apesar de ter se aposentado, seu Joaquim Aparecido continua com muita vitalidade e mantém o hábito de acordar cedinho para alimentar as galinhas e os cachorros que ele cria, diariamente. Quando sente vontade, ele vai para o roçado e de lá sai realizado. O agricultor conta que foi agraciado pelas chuvas, o que tem deixado-o cada vez mais animado com a plantação. Este ano, seu Joaquim plantou feijão e, realizado, já está colhendo o que plantou.

Diante de tanto cuidado e carinho, seu Joaquim se fortalece e ganha mais ânimo para continuar vivendo. Questionado sobre quando iria deixar a vida de agricultor para descansar mais, ele foi enfático na resposta. “O prazer meu é de morrer trabalhando”.



G1 PB

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