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segunda-feira, 12 de março de 2018

Mais de 350 mil correspondências não serão entregues, em virtude da Greve

Os funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) de todo o país entrarão em greve por tempo indeterminado, a partir da meia noite desta segunda-feira (12). Ao todo, mais de 350 mil correspondências deixarão de ser entregues na Grande João Pessoa.

Entre os principais motivos para a mobilização, está a cobrança de mensalidade para o plano de saúde, incompatível com os salários, e a demissão de mais de 100 mil trabalhadores devido a privatização.

O plano de saúde da empresa pública possui co-participação, ou seja, apenas é cobrado o que for  utilizado. Assim, a greve foi declarada, pois a direção dos correios apresentou uma proposta no dia 22 de fevereiro, no qual os funcionários e dependentes iriam pagar mensalidades pelo plano. Além disso, os pais e mães estariam foram deste acordo. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) irá julgar o pedido amanhã à tarde. A categoria pede para que  não seja aceito.

“A proposta de mensalidade é incompatível com a realidade da categoria e se tornou inaceitável. Se for aceita, a ampla maioria dos trabalhadores não teria condições de pagá-la, devido às baixas remunerações. Então, a greve é para sensibilizar o TST na segunda-feira. Queremos que o TST mantenha o plano de saúde dos trabalhadores, até porque podemos negociar com a empresa na campanha salarial que se inicia em agosto desse ano. Nesse momento, queremos que  se mantenha o plano de saúde nos mesmos moldes e esperamos essa decisão”, explicou ao Portal MaisPB,  o presidente do Sindicato dos Correios da Paraíba,  Emanuel de Souza.

Ele acrescentou outros motivos como a privatização, atualmente implementada pelos Correios, no qual uma das consequencias, segundo o presidente, é a extinção de cargos, as reduções da jornada de trabalho e  de 25% dos salários e a demissão de 110 mil trabalhadores, após o fechamento de 2500 agências no país.

“Então, diante disso, só restou aos trabalhadores a deflagração da greve para, de fato, podermos fazer esse debate de forma que evite qualquer ataque . Não tem sentido esse grande patrimônio publico, ser entregue à iniciativa privada. Então, os funcionários vão à luta em defesa do seu emprego, do salário, do plano de saúde e da manutenção dessa empresa pública” ,concluiu o presidente.



Por Juliana Cavalcanti

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