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terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Paraíba ainda investiga três casos suspeitos de febre amarela

Dos cinco casos suspeitos de febre amarela investigados pela Secretaria de Saúde do Estado, dois já foram descartados. Outros três ainda estão sob análise, mas de pessoas que vieram de estados endêmicos. A Paraíba não está na área afetada pela doença.

Segundo a Saúde, as pessoas com suspeita da doença vieram de São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.  Dos casos investigados, quatro foram em João Pessoa e um em Alagoa Grande.

A SES lembra que o exame para diagnóstico de febre amarela só poderá ser realizado naqueles pacientes cujos sintomas se enquadrem na definição de caso suspeito do Ministério da Saúde. A amostra deverá ser enviada ao Laboratório Central da Paraíba (Lacen-PB) acompanhada de cópia da ficha de investigação e devidamente registrada no sistema Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL).

A Paraíba é considerada área livre para febre amarela, sem circulação viral. Porém, se faz necessário que os serviços de saúde públicos e privados estejam atentos a possíveis casos suspeitos, conforme portaria nº 204/2016 e definição do Ministério da Saúde: “Indivíduo com quadro febril agudo (até 7 dias), de início súbito, acompanhado de icterícia e/ou manifestações hemorrágicas, residente ou precedente de área de risco para febre amarela ou de locais com ocorrência de epizootias em primatas não humanos ou isolamento de vírus vetores nos últimos 15 dias, não vacinado contra febre amarela ou com estado vacinal ignorado”. A notificação deve ser comunicada à Secretaria Municipal de Saúde e Secretaria de Estado da Saúde em até 24 horas.

A febre amarela é uma doença febril aguda, não contagiosa, de curta duração (no máximo 12 dias), cuja letalidade varia de 5 a 10% nos casos poucos sintomáticos, podendo chegar a 50% nos casos graves (aqueles que evoluem com icterícia e hemorragias).

O ciclo silvestre de transmissão do vírus da Febre Amarela envolve primatas não humanos (PNH) e mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. O homem, quando não imunizado, pode se infectar ao entrar em áreas de mata em ambientes rurais e silvestres onde o vírus ocorre naturalmente. O ciclo de transmissão urbano (por Aedes aegypti) não é registrado no país desde 1942.


Portalcorreio

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