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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Família vive drama com filho de 2 anos acometido de calazar, em Conceição

O drama de Emanoel Diniz Martins, de 2 anos de idade, está comovendo várias pessoas da cidade de Conceição, no Sertão paraibano. 

A criança se encontra internada no Hospital Universitário de Campina Grande acometida de leishmaniose, uma doença crônica, causada por parasitas flagelados do gênero Leishmania (protozoário), da família Trypanosomatidae, chamados de “leishmania”.


Quando os pais, Genildo Martins de Moraes e Maria Rosileide Vicente Diniz, descobriram a doença começou o drama da família. No início, a criança foi internada por várias vezes no Hospital e Maternidade Caçula Leite, na cidade de Conceição até ser submetida a exames, depois que os médicos desconfiaram das frequentes entradas da criança na unidade hospitalar e ela não apresentava melhora no seu quadro clínico.

Há cerca de 8 dias, saiu o exame e foi diagnosticado que o pequeno Emanoel estava acometido da doença. De imediato, o paciente foi levado para o hospital Universitário na cidade de Campina Grande, onde se encontra internado.

Durante uma entrevista à VPNTV, o pai da criança, emocionado pediu ajuda para a criança e para as viagens que a família precisa fazer até a cidade de Campina Grande.

Calazar em Cães - Como prevenir e tratar / Por Fábio Toyota

Calazar em cães é um sinônimo para leishmaniose visceral canina. Trata-se de uma doença parasitária, que é transmitida pela picada de um mosquito infectado. Esse mosquito é a fêmea da espécie Lutzomia longipalpis, popularmente conhecido por “mosquito-palha”.

O calazar em cães é uma doença grave, de curso lento e crônico. Normalmente cães sadios são infectados, diferentemente de quando nós, humanos, somos infectados. No caso da infecção em humanos, normalmente os mosquitos “escolhem” pessoas com a imunidade mais fraca, como crianças, pessoas idosas e pessoas doentes.

Até hoje não existe uma cura 100% garantida no tratamento em cães para essa doença, mas os tratamentos podem oferecer melhor qualidade de vida e mais longevidade aos animais afetados. Os cuidados do tratamento exigem atenção especial do dono para com o animal, e também no ambiente em que o cachorro vive.

O período de incubação, depois de o animal ser infectado, pode variar de 2 meses a 6 anos, normalmente.

Sintomas do calazar em cães

*Problemas de pele e pelo, como: dermatite seborreica, feridas na ponta das orelhas e na ponta do focinho, falta de pelo ao redor dos olhos;
*Emagrecimento;
*Sangramento nasal ou oral;
*Apatia;
*Problemas nos olhos;
*Crescimento exagerado das unhas;
*Febre;
*Possível crescimento do abdômen por causa do aumento de órgãos, como o baço e o fígado;
*Problemas renais;

Apesar desses sintomas descritos, normalmente mais da metade dos cães portadores não apresentam nenhum desses sinais.

Prevenção do calazar

Existem alguns métodos para se prevenir o calazar, através da vacina, com o uso de coleiras especiais e repelentes. O mosquito transmissor é um inseto bem pequeno que costuma se reproduzir em locais com muita matéria orgânica em decomposição, como lixeiras e depósitos de lixo. Uma maneira fácil de se evitar a proliferação desse mosquito é não acumular lixo, nem deixar lixeiras abertas, sem uma tampa de proteção.

Outro cuidado a ser tomado é, se você mora numa área possivelmente endêmica, você pode consultar um médico veterinário para saber se existem áreas de perigo. Mantenha o canil, ou a área em que o seu cachorro fica, sempre telado e livre de mosquitos com o uso de repelentes. O uso de repelentes e inseticidas deve ser feito e orientado por um profissional, a fim de evitar o risco de envenenar seu animal de estimação.

Parece que existe também um risco de transmissão da leishmaniose visceral em campanhas de vacinação.  Preste muita atenção, repare se a agulha utilizada na vacinação é trocada a cada aplicação. Caso prefira, leve uma seringa nova na hora da vacinação, para se certificar de que seu cão será vacinado com uma seringa nova, sem risco de contaminação.

Tratamento

O tratamento do calazar em cães ainda é muito polêmico. Enquanto órgãos de saúde pública recomendam a eutanásia de cães detectados com calazar, novos tratamentos têm surtido cada vez mais efeitos positivos. É importante frisar que o tratamento não cura o cão da doença, mas aumenta o tempo de vida do animal e ameniza os sintomas da doença, fazendo com que ele tenha melhor qualidade de vida.

Mesmo aliando os cuidados para se repelir mosquitos ao tratamento, ainda há a possibilidade de transmissão. Mesmo sendo tratados, os sintomas são amenizados e eliminados, mas o animal continua portador. O tratamento para o calazar ainda é normalmente caro e prolongado, exigindo do responsável ou dono do cachorro infectado um compromisso muito grande. Para nós, que amamos nossos bichos de estimação, quando o assunto é melhorar a qualidade de vida deles, não medimos esforços. Tudo é válido para salvar a vida do bichinho que amamos e consideramos parte da família.

Quando em tratamento, além do uso de drogas específicas, o animal deve ser clinicamente avaliado a cada dois meses, sendo feitos controles através de exames laboratoriais e consultas. É importante frisar que o calazar não é contagioso de cachorros para homens, nem de cachorros para cachorros.

Cuide bem do seu cachorro, afinal, ele é seu melhor amigo. Mantenha sempre limpo o lugar em que ele fica, dorme, come e brinca. Nunca deixe sacos de lixo nem lixeiras ao seu alcance. Leve seu cachorro regularmente ao veterinário, sempre tendo certeza de que ele está saudável e feliz.




Da Redação com reportagem de Gilberto Angelo

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