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domingo, 25 de fevereiro de 2018

Enjoo e vômitos na gravidez podem indicar problema de saúde

No quinto mês de gravidez, a jornalista Lidiane Gonçalves ainda sente enjoos e tem vômitos quase que diários. Na fase mais crítica, chegava a tomar café da manhã três vezes, até conseguir fazer a comida permanecer no estômago. 

Um tipo de quadro que precisa ser tratado com medicamentos. De acordo com especialistas em Obstetrícia, o não tratamento dos vômitos intensos pode resultar em problemas para saúde da mãe e do bebê, podendo chegar à morte fetal e abortos. Em casos com crises agudas pode ser necessário a internação da gestante para tratamento do enjoo.


O doutor em obstetrícia pela Unifesp e professor de Obstetrícia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Antônio Cabral, explica o que a hiperêmese gravídica, que provoca este quadro, provoca no corpo da mulher e, por consequência, no feto. "As gestantes com hiperêmese podem ter perda acentuada de peso (mais de 20% do peso pré-gestacional), desidratação e alterações metabólicas, que levam à piora do estado geral, com repercussões importantes para a mãe e para o feto, necessitando de internação hospitalar”, explica.

Lidiane não chegou a ser internada para tratar os sintomas, mas logo nas primeiras semanas começou a usar medicação, para amenizar as crises de vômito. "Atualmente as crises são menos frequentes mas, já no quinto mês, ainda tenho enjôos com vômitos. Normalmente isso acaba quando a gestação completa três meses. Mas há casos em que a mulher fica a gestação interna enjoando. Talvez eu seja um desses", disse.

Os riscos da hiperêmese são graves, podendo chegar à morte do bebê. Segundo o obstetra Otávio Pinho, professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a desidratação, perda de peso e nutrientes no organismo, em consequência dos vômitos, podem provocar abortos, partos prematuros e complicações no quadro geral da saúde da mãe e da criança.

Pré-natal

Para o médico Otávio Pinho, não há como prever ou prevenir a hiperêmese. "Na obstetrícia podemos dizer que há um estado de alerta que dura nove meses. Tudo depende muito de como a mulher está, se ela tem alguma doença pré-existente ou alguma predisposição. Não há como estabelecer sinais um parâmetros para o início de uma hiperêmese. Por isso a maneira mais importante de evitar maiores problemas é o pré-natal. A grávida precisa estar sendo acompanhada, precisa conversar com o médico", alertou.

Hiperêmese gravídica - sinais que sugerem

▶ Vomitar várias vezes por dia

▶ Vomitar praticamente sempre que bebe ou come alguma coisa

▶ Estar emagrecendo

▶ Estar desidratada

▶ Não conseguir usar medicamentos porque os vômitos não permitem

Fatores de risco

▶ Gravidez de mais de um bebê

▶ Ter mãe ou irmã que já tiveram hiperemese.

▶ Já ter sofrido de hiperemese numa gravidez anterior.

▶ Sofrer de enxaquecas ou de enjoos quando anda de carro, avião ou barco.

▶ Estar acima do peso no início da gestação.

▶ Ter histórico de náusea com anticoncepcionais com estrogênio na composição.

Dicas para evitar enjôos em situação normal

▶ Evitar comidas ou odores que façam sentir náuseas

▶ Consumir alimentos mais frios ou em temperatura ambiente

▶ Fazer refeições pequenas e em curtos intervalos de tempo

▶ Comer biscoito água e sal antes de levantar da cama

▶ Evitar ingestão de líquido logo após acordar

▶ Manter um lanche sempre à mão

▶ Se manter bem hidratada

▶ Evitar alimentos gordurosos

▶ Evitar deitar logo após comer




Dr. Pedro Pinheiro

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