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domingo, 12 de novembro de 2017

O Congresso do PSDB e o símbolo que ficou para 2018

Essa semana, o brilhante jornalista Sílvio Osias, um dos mais concisos e charmosos textos da imprensa paraibana, rememorou, no seu blog, uma passagem de sua infância. 

Sílvio perguntou o que eram os símbolos e ouviu da mãe uma sábia resposta: são coisas pequenas que falam de coisas grandes.

Ontem, o Congresso Estadual do PSDB cumpriu esse papel para a Oposição, com reflexos potenciais para a política paraibana. No mesmo espaço, todos os principais líderes do agrupamento político reunidos e falando a mesma língua num ponto: a unidade para 2018.


Para o contexto, há muita simbologia. Há no bloco pelo menos três candidaturas postas. Mesmo assim, lá estavam Luciano Cartaxo, Romero Rodrigues e José Maranhão, concorrentes internos. Luciano e Maranhão, especialmente, a rigor nem precisavam ter aparecido, mas fizeram questão de bater o ponto.

A presença entusiasmada de Maranhão chegou a surpreender. Ele teria mil desculpas, se quisesse, para não aparecer. Não somente foi, como fez um discurso histórico pondo fim, simbolicamente, ao famoso e longevo racha de 1998, um divisor de águas da política paraibana.

A reunião funcionou para a Oposição como um antídoto contra divisão, a aposta do governo para potencializar suas pretensões de continuidade.

A fotografia, com todos protagonistas juntos, tem esse viés simbólico, a menos de dez meses das convenções. Pode nem se repetir em julho de 2018, mas foi, como ensinou a mãe de Sílvio Osias, um pequeno ato que transmitiu uma mensagem bem maior.

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