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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Gasolina rompe a barreira de R$ 4 por litro; Procon vê abuso

Se o consumidor estava se acostumando com o novo preço da gasolina, de R$ 3,63 até R$ 3,70, a alegria acabou. Essa quarta-feira (15), feriado da Proclamação da República, serviu para os postos de combustíveis majorarem os preços chegando a R$ 4, o litro da aditivada.

De 12 estabelecimentos pesquisados pela reportagem, sete estavam a R$ 3,95 o litro; dois a R$ 3,89; e o restante variava entre R$ 3,53 e R$ 3,56, porém com um detalhe:
quase todos estavam fechados e os abertos com estoque velho, o que leva a crer que nesta quinta-feira (16) devem mudar a tabela. O Procon-JP diz que preço é abusivo e fará pesquisa.

No novo valor conferido no feriado, o reajuste percentual chega a 8%. O último aumento nas refinarias foi de 2,3%, o que não justifica um patamar tão elevado, mesmo incluindo frete. Pesquisa comparativa realizada pelo Procon-JP no dia 8 de novembro encontrou o menor preço do litro da gasolina a R$ 3,494 (Extra Petróleo - Mangabeira), apresentando uma redução de R$ 0,135 centavos em relação ao levantamento de preços realizado no dia 24 de outubro passado, que era de R$ 3,629.

Nessa última pesquisa, o valor mais caro era de R$ 3,950, comercializado no Posto Tambaú, com pagamento a dinheiro - uma diferença de 13,1% entre o preço mais barato e o mais caro. No cartão de crédito o preço ficava ainda mais caro, a R$ 3,990.

O superintendente do Procon-JP, Helton Renê, diz que uma fiscalização/pesquisa será realizada nesta quinta para verificar o que aconteceu com um aumento tão repentino, mesmo com a nova política de reajuste da Petrobras, mas que não justifica uma elevação tão alta.

Segundo ele, as notas fiscais de compra de combustíveis serão solicitadas aos proprietários de estabelecimentos que, se não justificarem a nova tabela serão notificados ou autuados. “Embora o mercado seja livre, se o reajuste não for justificado, autuações serão feitas como foram da última vez que fizemos fiscalização e os proprietários não justificaram”, finalizou.


Correio da Paraíba

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