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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Homens: Vocês precisam se proteger mais durante o sexo

A Organização Mundial da Saúde estima que metade das gestações no mundo não são planejadas. 

Já um levantamento do Ministério da Saúde mostra que 40 mil novos casos de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são detectados por ano no país. Mas, afinal, de quem é a responsabilidade de pensar na prevenção na hora H?

Muitas vezes atribuída às mulheres, a pergunta deveria ser respondida em uníssono: por todo mundo que for sexualmente ativo. No entanto, no Brasil ainda falta um pouco para chegarmos à resposta unânime: 72% dos homens entre 15 e 25 anos considera que é responsabilidade do casal e 10% acha que é obrigação feminina.


Mesmo acreditando na “divisão de tarefas”, 38% dos homens não apoiaria sua parceira se ela decidisse parar de tomar a pílula anticoncepcional. Só 39% deles vê o preservativo masculino como principal forma contraceptiva.

Os dados vêm de um estudo do Departamento de Ginecologia da UNIFESP, em parceria com a Bayer, realizado com 2 mil homens jovens de dez capitais brasileiras. O intuito era entender o papel de homens e mulheres no planejamento familiar e na prevenção de DST.

Uma das principais surpresas da pesquisa foi o efeito “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Apesar de 72% dos marmanjos acreditar que a contracepção deve ser uma responsabilidade do casal e 34% dos entrevistados elencar que contrair uma DST é a coisa que mais os preocupa no sexo, a maioria não se protege.

Em números, 73% dos entrevistados já transaram sem proteção e apenas um terço afirma usar preservativo em todas as relações. Destaques negativos: 94% dos voluntários de Belém revelaram já ter feito sexo sem proteção e apenas 4% dos de Porto Alegre e Curitiba transam com camisinha em todas as relações.

Falta de preservativo?

Fazer sexo desprotegido não é apenas consequência da falta de camisinha por perto. Veja: 60% dos homens disseram que costumam carregar um preservativo consigo.

Quando perguntados sobre os motivos de terem transado sem proteção, 16% responderam que não queriam cortar o clima, 11% “simplesmente esqueceram” da necessidade de proteção, 10% decidiram arriscar, 9% fizeram sexo desprotegido porque estavam bêbados ou sob efeito de drogas e outros 9% contaram que a garota não quis ou não se importou em transar sem proteção.

“A quantidade de jovens brasileiros sexualmente ativos que já fizeram sexo desprotegido reforça a necessidade de ampliar o acesso a informações essenciais sobre sexo e contracepção. A mulher é que mais arca com as consequências de uma gravidez indesejada, e gestação não empodera ninguém, escraviza. Empoderar a mulher é usar camisinha”, afirmou Albertina Duarte Takiuti, ginecologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, durante a divulgação da pesquisa.


Saúde Abril

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