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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Ex-governador vai para prisão que abriga terroristas e traficantes

O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) será transferido para a Penitenciária de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. A data da remoção não foi informada pelo Departamento Penitenciário, vinculado ao Ministério da Justiça, por questões de segurança.

A decisão de mandar o ex-governador para um presídio federal foi tomada pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal, do Rio, na segunda-feira 23 após pedido do Ministério Público Federal. A ordem foi mantida pelo desembargador Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), na terça-feira 24 em habeas corpus da defesa do peemedebista.


Na segunda-feira, durante uma audiência em ação penal na qual é réu por lavagem de dinheiro por meio da compra de joias sofisticadas para ele e para a mulher, Adriana Ancelmo, o ex-governador insurgiu-se contra o juiz Bretas, que já o condenou a 58 anos de prisão – outros 14 anos, somando 72 anos de pena no total, foram aplicados a Cabral pelo juiz Sérgio Moro, de Curitiba. Na audiência, Cabral disse que tinha informações sobre atividades da família do magistrado como vendedores de bijuterias. Bretas sentiu-se ameaçado.

“É no mínimo suspeito e inusitado o acusado, que não só responde a esta processo como outros, venha aqui trazer em juízo informações sobre a rotina da família do magistrado. Além de causar espécie, como bem observou o MPF, de que apesar de toda a rigidez ele tenha se privilegiado de informações que talvez ele não devesse”, disse Bretas durante a audiência.

Preso desde 17 de novembro de 2016, Cabral ocupa uma cela na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica (zona norte do Rio).

Outros presos
Na Penitenciária de Campo Grande, está detido um grupo de terroristas que foi alvo da Operação Hashtag, nome da investigação da Polícia Federal que prendeu há cerca de um ano dez pessoas acusadas de planejar um atentado no Brasil.

No mesmo local também está preso José Roberto Fernandes Barbosa, o Zé Roberto da Compensa, líder da facção criminosa Família do Norte (FDN). Compensa foi quem ordenou o massacre que deixou 56 detentos mortos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, em janeiro deste ano. Ao todo,  210 presos foram indiciados por envolvimento no massacre.

Campo Grande também abrigou o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, atualmente detido na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Beira-Mar foi condenado a quase 320 anos de prisão por tráfico de drogas, associação criminosa e homicídios.



Estadão Conteúdo

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