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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Quadro de paraplegia de bebê baleado dentro da barriga pode ser revertido, dizem médicos

A equipe médica que faz o atendimento do pequeno Arthur, recém-nascido atingido por uma bala perdida dentro da barriga da mãe, na Favela do Lixão, em Duque de Caxias, disse nesta segunda-feira, durante uma coletiva de imprensa, que o quadro de paraplegia do paciente pode ser revertido. O bebê está internado no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, e seu estado é grave.

Seria precipitado dizer se ele vai ficar paraplégico ou não. É possível que o quadro seja revertido. O foco agora é manter ele respirando e bem alimentado - disse o neurocirurgião Eduardo França, que participou da entrevista ao lado do secretário de saúde de Duque de Caxias.


O pai da criança, Klebson da Silva, conseguiu registrar a criança na tarde desta segunda. A mãe do menino, Claudineia dos Santos, segue internada no Hospital moacyr do Carmo e se recupera bem, segundo o próprio marido. Segundo ele, Claudineia, que ainda não sabe da gravidade do quadro do filho, deverá ser transferida para a enfermaria da unidade.

Ela está tranquila e me pediu até maquiagem - contou ele ao sair da visita.

Mais cedo, a delegada Raíssa Celles, titular da 59ª DP (Duque de Caxias), disse que vai ouvir três policiais militares que participaram do tiroteio na Favela do Lixão, momentos antes de a paraibana Claudineia dos Santos, de 29 anos, e seu bebê, que ainda estava na barriga, serem feridos por bala perdida. Segundo Raíssa, há indícios de que o tiro que atingiu a mãe e a criança partiu da arma de algum traficante que atacava os policiais, no momento em que deixavam a comunidade. Claudineia também deve ser ouvida, ainda nesta segunda, no próprio hospital.

Além dela, o pai da criança também será ouvido. Klebson dos Santos deverá relatar aos agentes o que a mulher possa ter lhe contado sobre o tiroteio em que foi baleada.

O bebê estava no nono mês de gestação quando foi baleado na orelha e no ombro. O tiro entrou na coxa esquerda de sua mãe. Na ocasião, Claudineia havia acabado de sair de um mercado quando começou um confronto entre traficantes da Favela do Lixão, onde mora, e policiais militares do 15º BPM (Caxias). Os PMs afirmaram, em depoimento na 59ª DP (Caxias), que foram atacados e não reagiram. Ela foi levada por moradores da favela para o hospital. Claudineia e o marido moram há um ano e meio na comunidade.



O Globo

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