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domingo, 9 de abril de 2017

Dilma em Harvard: "Se Lula concorrer, ele ganha"

A presidente deposta pelo golpe, Dilma Rousseff, participou nesta sábado, nos Estados Unidos, do evento Brazil Conference, realizado pela Universidade de Harvard e pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). 

Durante quase uma hora, Dilma falou sobre as crises política e econômica brasileiras e analisou os aspectos que levaram o País à sua maior recessão da história.

Dilma Rousseff afirmou que os atores do golpe subestimaram a crise política que eles próprios criaram e agora sofrem as consequências, com um governo altamente impopular e travado pela crise econômica. O discurso de Dilma foi centrado na necessidade de fortalecimentos da democracia e seus valores. Para ela, só eleições diretas vão recolocar o Brasil no caminho do desenvolvimento.


"A democracia é o lado certo da história e eu acredito no Brasil. Nós precisamos de eleições diretas. Só vamos retomar o desenvolvimento com eleições diretas". Dilma Rousseff também se mostrou a favor do financiamento público. "Acho que financiamento público seria extremamente pedagógico para todos nós. O Brasil sempre melhorou quando a democracia existiu plenamente. Todos os governos democráticos agregaram. Você pode discordar, mas eram governos legítimos".

Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi citado por Dilma. "Me preocupa que prendam o Lula, que tirem o Lula da parada. Ele tem nas pesquisas 38% meso com tudo que fizeram. Acho que Lula tem que concorrer, se perder é das regras do jogo". As falas de Dilma sobre Lula provocaram reações na plateia. Depois de uma pausa, ela afirmou, sorrindo: "Deixa ele (Lula) concorrer para ver se ele não ganha".

PT e outros partidos

Dilma Rousseff reconheceu que o PT errou ao longo dos últimos anos, mas ressaltou que a reconstrução dos valores democráticos do País passa pelos partidos. Ela alertou para os chamados "salvadores da pátria". "Não podemos acreditar em salvadores da pátria. Não há diálogo sem partido político.

Efeitos da Lava Jato

Mesmo citar especificamente a Operação Lava Jato, Dilma Rousseff criticou a perseguição a partidos e empresas públicas, que se iniciou desde a deflagração da operação. "Você não pode destruir um partido ou uma empresa. Que se punam os indivíduos. O partido em si não pode ser corrupto". Dilma afirmou que, pessoalmente, tem restrições às empreiteiras, mas "não se pode destruir a engenharia brasileira" e reforçou que os culpados precisam ser punidos.

A presidente deposta pelo golpe encerro sua participação com a frase: "Eu não tenho medo nem culpa". Sendo aplaudida.



Brasil 247

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